Com a suspensão do X, antigo Twitter, para onde vão os fãs da rede social? Veja plataformas alternativas
Bluesky e Threads são opções para quem deseja estar em uma plataforma semelhante ao X; plataforma deve sair do ar a qualquer momento no Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta sexta-feira (30), a suspensão do X, antigo Twitter, no Brasil. Nos últimos momentos da rede social ativa no país, os usuários debatem para onde irão quando ela sair do ar, o que pode acontecer a qualquer hora.
Bluesky
A plataforma foi criada por um dos cofundadores do Twitter, o americano Jack Dorsey, e está disponível para download no iOS e Android.
O Bluesky funciona de maneira semelhante ao X, permitindo a publicação de textos, chamados de "skeetes", de no máximo 300 caracteres. No entanto, a plataforma tem limitações quanto à publicação de vídeos e áudios, não permitindo a postagem de conteúdos nesses formatos.
Em abril deste ano, a rede social já tinha cinco milhões de usuários em todo o mundo. No Brasil, ela teve um 'boom' após Elon Musk comprar o X em 2022 e limitar o número de tweets que um usuário poderia ler por dia.
Inicialmente, era necessário obter um convite para acessar a plataforma. Mas, em fevereiro deste ano, a rede social foi aberta para todos.
Threads
Mark Zuckerberg, o dono do Facebook, Instagram e Whatsapp, também decidiu criar uma plataforma parecida com o X em 2023. Em julho deste ano, um ano depois do seu lançamento, o Threads já contabilizava 175 milhões de usuários ativos mensais.
Para criar um perfil no Threads é preciso ter uma conta no Instagram, já que as duas redes sociais funcionam de maneira integrada. No Threads é possível publicar textos de até 500 caracteres, além de links, fotos e vídeos de até cinco minutos.
O aplicativo está disponível para download nas lojas virtuais do iOS e Android.
Koo
Quando falamos de aplicativos que poderiam substituir o X é impossível não lembrar do Koo. Criado na Índia, o aplicativo do passarinho amarelo ganhou milhões de usuários brasileiros em 2022, após Elon Musk comprar o Twitter. Porém, há dois meses, a plataforma anunciou o encerramento das suas atividades.
O aplicativo foi criado em 2020, depois de uma crise entre o governo do primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o Twitter, que ainda não tinha mudado de nome. Muito parecida com o X, a plataforma ganhou protagonismo quando usuários brasileiros passaram a migrar em massa para o serviço.
A plataforma permitia, além das publicações em textos de até 500 caracteres, posts em vídeos ou imagens, seguir pessoas e ver as atualizações mais recentes.
Em julho deste ano, a empresa anunciou que iria fechar em todo o mundo. Mesmo contabilizando mais de 60 milhões de downloads, a rede social alegou que precisaria encerrar as atividades devido a "um ambiente de financiamento ruim".
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


