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Chuvas no RS: Rio Guaíba ultrapassa cota de inundação e deixa Porto Alegre em alerta

Prefeitura monitora nível das águas e adota medidas para minimizar impactos; Guaíba chegou a 5,33 metros na cheia histórica do ano passado

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Nível ultrapassou cota no Centro histórico de Porto Alegre
Alex Rocha/PMPA

Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, está sob alerta para as fortes chuvas que atingem o estado. Nesta quarta-feira (25), o nível do Rio Guaíba passou a cota de inundação - de 3 metros - e chegou a 3,01 metros de profundidade próximo ao Cais Mauá, no centro histórico da capital gaúcha. Apesar de ter extrapolado o limite, não foram registrados alagamentos na região.

O Rio Guaíba também chegou a um pico de 3,44 metros próximo à Usina do Gasômetro por volta das 7h desta quarta. O volume, entretanto, começou a baixar logo depois. Segundo dados do Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS), a profundidade era de 3,43 metros por volta das 9h - 17 centímetros abaixo da cota de inundação que, naquele ponto, é de 3,60 metros.

Guaíba chegou a 5,33 metros na cheia histórica do ano passado

Vale lembrar que, em maio do ano passado, quando Porto Alegre sofreu a pior enchente da história, o Rio Guaíba chegou a 5,33 metros. Neste ano, o Guaíba já havia atingido a cota de inundação no último dia 20, devido às fortes chuvas que atingem parte do Rio Grande do Sul.

Na segunda-feira (23), o nível das águas não atingiu a cota de inundação, mas acabou alagando o centro histórico da capital. Isso porque o vento forte gerou uma ondulação que fez com que a água extravasasse pelo Cais Mauá.

Prefeitura monitora situação para prevenir inundações

Desde que o Rio Guaíba extrapolou a cota de inundação no dia 20 de junho, a Prefeitura de Porto Alegre vem adotando uma série de medidas para minimizar os impactos do aumento do volume de água no local.

O município fará a revisão do sistema de proteção contra as cheias, além da interdição temporária e a instalação de telas de proteção em parte da orla do Guaíba. Segundo a prefeitura, as 23 casas de bombas, que são responsáveis por evitar o transbordamento de canais, bocas-de-lobo e poços-de-visita, estão funcionando perfeitamente.

*Com informações de Agência Brasil

PorFernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.