Itatiaia

Banco internacional destaca crescimento do Brasil, mas faz alerta para inflação

Entidade destaca o crescimento do país na América Latina, mas alerta para os riscos como inflação, incertezas globais e necessidade de vigilância dos bancos centrais

Por
Possível alta dos juros acelera crescimento da dívida pública, apontam especialistas | CNN Brasil
Possível alta dos juros acelera crescimento da dívida pública, apontam especialistas | CNN Brasil • Créditos: CNN Brasil

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) destacou que, apesar da moderação econômica na América Latina, o Brasil se sobressai com forte demanda interna, sustentada por um mercado de trabalho aquecido e medidas fiscais.

O relatório também destacou a preocupação das famílias, tanto em economias avançadas quanto emergentes, com o risco de um novo salto inflacionário. Pesquisa do BIS mostra que a expectativa média de inflação para os próximos 12 meses é de 8%, apesar da taxa real estar próxima de 2,4%. Esse descompasso entre expectativa e realidade pode influenciar diretamente o comportamento econômico, conforme apontado por Hyun Song Shin, chefe do Departamento Monetário e Econômico da instituição.

Contexto internacional

Outro ponto crítico abordado pelo BIS é o impacto da política comercial dos Estados Unidos, especialmente as tarifas adotadas durante a gestão de Donald Trump. O banco alerta que essas medidas elevaram a incerteza econômica global, afetando projeções de crescimento e dificultando o controle da inflação. Esse cenário torna a convergência da inflação para as metas dos bancos centrais mais desafiadora, exigindo atenção redobrada das autoridades monetárias.

Por fim, o relatório trata de questões fiscais e de estabilidade institucional. O BIS observa que a trajetória da dívida pública em várias economias preocupa e exige ajustes urgentes. A instituição também defendeu firmemente a independência dos bancos centrais, especialmente diante de pressões políticas como as que vêm sendo feitas por Trump contra o presidente do Fed, Jerome Powell.

Além disso, destacou a necessidade de uma regulação mais abrangente para o mercado de swaps cambiais, que atingiu US$ 111 trilhões em 2024, com grande participação de instituições não bancárias, cuja atuação requer vigilância mais rigorosa.

* Com informações da Agência Estado

Por

Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.

 

 

Belo Horizonte