Mais de setenta Pinguins-de-Magalhães juvenis foram encontrados nas praias Litoral Norte de São Paulo, após ficarem encalhados, aponta o Instituto Argonauta.
O instituto, responsável pela preservação da vida marinha, até a tarde desta sexta-feira (4), cerca de 72 pinguins haviam encontrados pelas equipes de campo nas praias da região, com apenas 7 deles ainda vivos.
Os exames ade necrópsia ainda estão em andamento, assim como a coleta de amostras para análises laboratoriais, para investigar as causas das mortes.
Segundo a bióloga do Instituto Argonauta, Carla Barbosa, esse aparecimento na região faz parte de uma migração da colônia dos pinguins-de-magalhães.
“Esses procedimentos seguem os protocolos do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), coordenado na região pelo Instituto Argonauta”, ela explica.
Pinguins encalhados
Muitos animais ficam debilitados durante a migração o que facilita os encalhes nas praias
Por causa da época de migração, muitos animais ficam debilitados durante essa viagem, o que facilita os encalhes nas praias. A ingestão de lixo pode provocar a morte dos pinguins.
A espécie é originária da Patagônia, no extremo sul do continente americano, e passa pelo litoral paulista durante a rota migratória anual de inverno, quando buscam alimento e águas um pouco mais quentes.
Os pinguins geralmente saem da colônia em abril e têm o costume de retornar em outubro. Durante a migração pelo litoral brasileiro, muitos acabam se perdendo dos grupos. Fragilizados, eles não resistem.
Apesar do número de pinguins encontrados mortos, a situação é considerada comum nesta época do ano, e os números podem variar, diz o Instituto.
O oceanógrafo Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta e diretor do Aquário de Ubatuba, diz que, apesar da ocorrência dos pinguins no litoral da Região Sudeste do País ser um fenômeno natural, é necessário uma atenção especializada.
“A temporada de pinguins é um momento importante para reforçarmos o cuidado com a fauna marinha”, aponta.