Gripe aviária: Malásia suspende importação de produtos avícolas de todo o Brasil

Com isso, dez destinos já tem restrições contra produtos brasileiros após o registro de um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul

Gripe aviária oferece baixo risco a humanos

Após outros nove destinos terem suspendido a importação de produtos avícolas de todo o território brasileiro, a Malásia também comunicou ao governo federal, na manhã desta segunda-feira (19), que não comprará mais produtos do Brasil. A medida acontece após a confirmação de um foco de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. A informação foi divulgada pelo Globo Rural e pelo jornal Valor Econômico.

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Além da Malásia, está suspensa temporariamente a exportação de produtos avícolas brasileiros para a China, União Europeia, Canadá, África do Sul, Chile, Argentina, Uruguai, México e Coreia do Sul, de acordo com o Ministério da Agricultura.

A lista inclui os países que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações, como prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país.

Também nesta segunda, o Japão formalizou, em nota à imprensa, a suspensão da importação de aves vivas do Rio Grande do Sul e de produtos avícolas do município de Montenegro. A medida vale a partir da última sexta-feira (16).

Os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e as Filipinas ainda não se manifestaram sobre o fluxo comercial com o Brasil. O país tem acordos de regionalização dos embargos em caso de gripe aviária com esses três países.

Com os Emirados Árabes Unidos e com as Filipinas, os protocolos sanitários acordados preveem a restrição das exportações apenas da área afetada pela doença. Já o certificado sanitário acordado entre Brasil e Arábia Saudita prevê restrição da exportação de produtos avícolas de todo o Estado, onde o caso foi confirmado, o Rio Grande do Sul.

Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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