Feridos em tiroteio no aeroporto de Guarulhos (SP) não conheciam alvo do PCC

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, de 38 anos, era o alvo do ataque e estava jurado de morte pela facção paulista; empresário foi morto com tiros na cabeça e no abdômen

Ataque aconteceu na área de desembarque do Terminal 2, no aeroporto de Guarulhos

O empresário e corretor de imóveis Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, de 38 anos, foi morto em um ataque a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), na sexta-feira (8). Criminosos dispararam diversos tiros na direção da vítima e também acabaram atingindo três pessoas que estavam na área de desembarque do Terminal 2. Nenhum deles conhecia Gritzbach.

Gritzbach foi atingido na cabeça e no abdômen, e morreu na hora. Segundo informações obtidas pelo colunista Josmar Jozino, do UOL, também foram atingidos: a técnica Samara Lima de Oliveira, de 28 anos, o funcionário de uma terceirizada do aeroporto Willian Sousa Santos, de 39, e o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Morais, de 41.

Os três foram socorridos e encaminhados ao Hospital Geral de Guarulhos. Samara levou um tiro superficial no abdômen, recebeu atendimento médico, mas foi liberada. A técnica foi ouvida pela polícia ainda no local. William foi atingido por disparos na mão direita e no ombro. Ele segue internado em observação.

Entre os atingidos, o estado de saúde do motorista de aplicativo Celso é o pior. Ele foi alvejado nas costas e está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

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O caso

O empresário Antônio Vinicius Gritzbach foi assassinado a tiros no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, um dos maiores do país. Criminosos encapuzados saíram de um carro preto e executaram o empresário usando fuzis.

Segundo o órgão, outras testemunhas estão sendo ouvidas pela Polícia Civil. Um carro, supostamente usado pelos atiradores, foi apreendido pela Polícia Militar.

A investigação também descobriu que quatro policiais militares faziam a escolta da vítima no momento do ataque. Eles tinham sido contratados para cuidar da segurança pessoal Gritzbach, que vinha sendo ameaçado pela facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).

Apesar de terem sido contratados para fazer a escolta de Gritzbach, os agentes não conseguiram evitar a morte do corretor de imóveis. Os quatro foram afastados da corporação e são investigados pela Corregedoria da Polícia Militar.


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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.

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