A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu a primeira etapa das obras de restauração da Casa da Glória, um dos principais patrimônios históricos de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha.
A recuperação do espaço começou em 2022, com recursos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e inclui intervenções estruturais e combate a cupins. No início deste mês, representantes da Embaixada dos Estados Unidos e membros da comunidade local fizeram uma visita técnica ao local para conhecer os espaços já restaurados.
Construída no século XVIII e considerada um dos símbolos da cidade, a Casa da Glória estava fechada desde 2020, após a pandemia e a descoberta de uma infestação de cupins.
A restauração inclui tratamento contra a praga, reforço da estrutura, nova rede elétrica e pintura, sempre mantendo as técnicas originais da construção, como adobe e pau a pique, com autorização do Iphan.
Nesta primeira fase, já foram recuperados a biblioteca e alguns quartos. A previsão é que as obras continuem até 2027, quando o espaço deve ser reaberto para visitação.
Ao todo, o governo norte-americano deve investir mais de R$ 1,2 milhão no projeto, por meio do Fundo de Embaixadores para Preservação do Patrimônio Cultural.
Ligada à UFMG, a Casa da Glória abriga o Centro de Geologia Eschwege, onde estudantes de todo o país realizam cursos e pesquisas de campo. A expectativa é que, após a restauração completa, o espaço volte a receber alunos e visitantes, reforçando sua importância cultural e científica para a cidade.