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Brigadeirão envenenado: cigana diz que suspeita de matar namorado tinha dívidas com ela

Suyany Breschak foi presa por envolvimento na morte do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond; a cigana teria ajudado a namorada da vítima a se livrar dos bens do homem

Presa por envolvimento na morte do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond, a cigana Suyany Breschak afirma que a namorada da vítima, a principal suspeita do assassinato, estaria devendo uma quantia de R$ 600 mil a ela. A cigana ajudou Júlia Andrade Cathermol Pimenta a se desfazer dos bens do empresário após o crime.

Durante as investigações, a polícia descobriu que o veículo da vítima foi levado para Cabo Frio, na Região dos Lagos, após supostamente ter sido vendido por uma quantia de R$ 75 mil. O homem que comprou o carro chegou a apresentar um documento escrito à mão, que ele disse ter sido assinado pelo empresário, transferindo o bem.

Com o mesmo homem que comprou o veículo foram encontrados o telefone celular e o computador do empresário. Ele foi preso em flagrante por receptação. A partir daí, os policiais chegaram à cigana Suyane Breschak que confessou ter ajudado a dar fim aos pertences de Luiz.

Contra Suyane, foi cumprido um mandado de prisão temporária por homicídio qualificado nessa terça-feira (28). A Polícia Civil segue com as buscas pela namorada da vítima, principal suspeita de cometer o crime.

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Entenda o crime

Luiz foi dado como desaparecido no dia 17 de maio. Imagens de uma câmera de segurança do elevador do prédio onde ele morava com Júlia, no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio, mostram Luiz carregando um prato, enquanto Júlia oferece uma cerveja.

Para a polícia, existe a possibilidade do prato conter o brigadeiro envenenado. No dia 20, o corpo do empresário foi encontrado no apartamento.

O laudo da necrópsia não determinou a causa da morte. No entanto, os peritos identificaram uma pequena quantidade de líquido achocolatado no sistema digestivo. De acordo com o laudo, Luiz morreu três ou seis dias antes do corpo ser localizado.

Com isso, a polícia acredita que Júlia chegou a dormir na mesma casa onde estava o cadáver durante todo o fim de semana dos dias 18 e 19 de maio. Na segunda, dia 20, Júlia teria fugido do apartamento, levando pertences do empresário e o carro dele. Nesse tempo, ainda segundo a polícia, ela chegou a enviar mensagens pelo celular do empresário se passando por ele.

Cigana cobrava R$ 1 mil por amarrações

Suyany Breschak se apresentava como Cigana Esmeralda na internet e fazia sucesso nas redes sociais, em uma delas a mulher tinha quase 700 mil seguidores. Na descrição do seu perfil, ela dizia ser “cigana legítima de berço”. Suyany chegava a cobrar até R$ 1.000 para fazer uma “amarração do amor”.

“Faço todos os trabalhos espirituais: amarração amorosa, casamento espiritual, cartas, búzios e tarô, limpeza espiritual, abertura de caminhos e pacto de prosperidade”, disse ela em uma postagem.

Ela cobrava R$ 50 por consultas por chamada de voz e R$ 100 por vídeo. Ela dizia que as amarrações, realizadas em dias específicos, estavam “apenas R$ 1.000” para quem reservasse imediatamente.

“Na minha consulta, não precisa você falar nada. Eu te revelo o presente, o passado, o futuro e ambas as partes da sua vida”, explicou a cigana em um vídeo. “Lembrando que meu WhatsApp é apenas para consultas pagas. Perguntas e respostas gratuitas são somente nas rodas de caridade”, acrescentou.


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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
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