Cafetina famosa, Dona Cabeluda é velada por milhares de pessoas ao som de Rita Lee
Renildes Alcântara dos Santos, de 80 anos, foi velada na Câmara Municipal de Cachoeira; cafetina comandava 'inferninho' com regras rígidas

Personagem inusitada do Recôncavo Baiano, a cafetina Renildes Alcântara dos Santos, conhecida como ‘Dona Cabeluda’, foi sepultada na última terça-feira (7) em Cachoeira, na Bahia. Morta na segunda-feira (6) por um infarto fulminante, Dona Cabeluda era proprietária de um ‘inferninho’ com regras rígidas e, por isso, acabou sendo reconhecida na comunidade local.
Em Cachoeira, Renildes passou a comandar um ‘brega’ com regras rígidas, onde eram proibidas confusões, som alto, consumo de drogas, menores de idade. Ela nem mesmo cobrava o percentual das acompanhantes que trabalhavam no local. Por ter cabelos longos e muitos pelos no corpo, Renildes acabou sendo apelidada de Dona Cabeluda, como também ficou conhecido seu ‘brega’.
Nesta terça (7), o corpo de Dona Cabeluda foi velado na Câmara de Vereadores de Cachoeira. De lá, o caixão seguiu em cortejo até o cemitério. O trajeto foi acompanhado por milhares de pessoas e também por uma caixa de som que tocava a música ‘Pagu’, de Rita Lee, que faz referência à uma escritora brasileira pioneira no feminismo.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



