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PF diz que outro barco vindo da Mauritânia chegou ao Brasil com migrantes mortos em 2021

Superintendente do órgão afirma que caso de embarcação encontrada à deriva no Pará é o segundo em três anos; o primeiro barco foi localizado na costa do Ceará

O Superintendente Regional da Polícia Federal, José Roberto Peres, afirmou que um outro barco com migrantes africanos foi encontrado no Brasil em 2021, na costa do Ceará.

Na ocasião, foram encontrados três corpos de pessoas vindas da Mauritânia, mesmo país de onde teria saído o barco encontrado em Bragança, no litoral Pará, na manhã de sábado (13).

“Recentemente, nos últimos anos, é o segundo caso ocorrido no Brasil”, comentou.

Na tarde desta terça-feira (14), a PF atualizou o andamento das investigações sobre o barco encontrado com nove corpos em decomposição, na região de Bragança, no litoral paraense.

Após encontrar 25 capas de chuvas no interior da embarcação, a corporação mudou o número total de mortos.

“Ao menos 25 pessoas estavam na embarcação à deriva encontrada na região de Bragança/PA, no último sábado (13/4). Esse é o número de capas de chuva (23 verdes idênticas e duas amarelas) que estava no barco, de acordo com a perícia da Polícia Federal”, informou a corporação em nota.

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O superintendente da PF também detalhou o processo de investigação.

“No primeiro momento foi feita a retirada de corpos do barco. Foram encontrados oito corpos dentro do barco e um corpo fora do barco. Essas pessoas foram identificadas. Tudo o que estava dentro do barco foi levantado com detalhe. Dentre esses materiais encontrados no barco, nós encontramos documentos que indicam que o barco saiu da Mauritânia e que ali haviam pessoas da Mauritânia e de Mali”, explicou.

Peres diz que apenas a perícia será capaz de confirmar a causa das mortes, porém a PF já tem uma suspeita sobre o que possa ter acontecido.

“Os corpos estão vindo para Belém e um trabalho minucioso de perícia começa hoje e deve se estender até o fim de semana. Ali vai se estabelecer a causa mortis. Mas provavelmente foi falta de alimento e água”, afirmou.


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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
Giullia Gurgel é estudante de jornalismo e estagiária da Itatiaia.
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