‘Companheira de vida e trabalho’: cadela auxilia nos resgates na Zona da Mata

Áquila atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros para ajudar a encontrar pessoas que seguem desaparecidas

Cabo Thiago e cadela Áquila atuam nos resgates na Zona da Mata

Cães farejadores atuam em conjunto com o Corpo de Bombeiros para buscas mais precisas na operação de resgate em meio à tragédia causada por fortes chuvas que atingem cidades da Zona da Mata Mineira.

Segundo o cabo Thiago Chaves, em entrevista à Itatiaia, “a presença dos cães aqui é muito importante porque a gente otimiza as buscas e poupamos recursos, direcionando o local exato onde o cão indicou e a gente fazendo essa busca mais precisa das vítimas”.

Thiago está acompanhado da cadela Áquila, que diz ser “companheira de vida e trabalho”, e indica que a participação dela tem grande contribuição. “Todos os locais em que o cão sinalizou, a gente teve resultado positivo e conseguimos resgatar vítimas”, aponta o cabo.

Sobre a forma de atuação do animal, Thiago explica que “o cão sinaliza latindo, é uma sinalização ativa, em que ele faz a busca com muita autonomia e, onde ele tem interesse, onde esse odor chega para o cão, ele direciona a gente”

“Só que o comportamento do odor é algo impreciso”, complementa. “Devido às chuvas, clima, a temperatura, então assim tem muitas intempéries aqui que a gente tem que levar em consideração”, finaliza.

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Os cães farejadores ajudam a criar “pontos de calor” para encontrar vítimas da tragédia. “As estratégias de busca são justamente em aplicar os cães em alguns pontos pra gente ter ‘pontos de calor’ aqui, pontos de interesse para busca manual”, explica o porta-voz dos Bombeiros, tenente Henrique Barcelos, em entrevista à Itatiaia.

Os “pontos de calor” que o tenente cita são locais em que há maior probabilidade de encontrar vítimas que estejam soterradas em pontos de deslizamento. Os cães, treinados para estas situações, atuam como apoio.

“Nós operamos em algumas frentes de trabalho com o maquinário pesado também pra conseguir liberar boa parte material já vistoriado e temos, neste momento, nove frentes de trabalho”, destaca o tenente. “Só na última madrugada, nós encontramos cinco vítimas de soterramento aqui em Juiz de Fora”.

Foram registradas 53 mortes na Zona da Mata de Minas Gerais em decorrência das chuvas históricas entre segunda (23) e quarta-feira (25). Os dados foram confirmados pelo Governo de Minas, pelas prefeituras envolvidas na operação de resgate e pelo Corpo de Bombeiros: são 47 mortes em Juiz de Fora e seis óbitos em Ubá. As últimas atualizações são das 9h38. Outras 15 vítimas estão desaparecidas nas duas cidades

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.

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