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Riachuelo recolhe roupas após críticas apontarem semelhança com uniforme do Holocausto

Clientes afirmaram que o conjunto relembra o uniforme usado por pessoas presas em campos de concentração nazistas

Uma loja de roupas precisou se retratar e suspender as vendas de um conjunto após clientes apontarem semelhanças entre a peça e o uniforme usado por pessoas presas em campos de concentração nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Nas redes sociais, diversos usuários, incluindo o twitter oficial do Museu do Holocausto, publicaram críticas à roupa: um conjunto de camisa de botões e calça com listras brancas e azuis verticais.

“A Riachuelo não é a primeira loja de fast fashion que utiliza dessa estética em suas peças. Mas por que a imagem incomoda? [...] Roupas listradas são usadas em prisioneiros com o objetivo de segregá-los e facilitar a identificação e o reconhecimento. Tais uniformes são impessoais e retiram a individualidade, servindo ainda como forma de humilhação. Listras também são fáceis e baratas para produzir”, explica o Museu do Holocausto em uma publicação.

Cerca de seis milhões de judeus morreram em campos de concentração nazistas entre 1933 e 1945 na Europa. Pessoas com deficiência, ciganos, negros, homossexuais e prisioneiros de guerra também foram aprisionados e mortos durante a 2ª Guerra Mundial.

A Riachuelo, em nota divulgada à imprensa, se desculpou pelo ocorrido e garantiu que irá retirar todas as peças das lojas físicas e virtuais. Leia nota na íntegra:

“Nós, da Riachuelo, prezamos pelo respeito por todas as pessoas, e esclarecemos que, em nenhum momento, houve a intenção de fazer qualquer alusão a um período histórico que feriu os direitos humanos de tanta gente.

A escolha do modelo das peças e da cartela de cores realmente foi uma infelicidade e gostaríamos de reforçar que todas as peças já estão sendo retiradas das nossas lojas e e-commerce.

Entendemos a sensibilidade do assunto, agradecemos o alerta trazido pelos nossos consumidores e pedimos desculpas a todas as pessoas que se sentiram ofendidas pelo que o produto possa ter representado”.

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