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Satélite brasileiro supera Nasa e bate recorde no espaço

Satélite que observa a Terra é o mais antigo em operação

Satélite que observa a Terra é o mais antigo em operação

O satélite brasileiro de Coleta de Dados SCD-14 bateu recorde ao se tornar o mais antigo em operação, com tempo de vida de 30 anos, superando satélites da Nasa (agência espacial norte-americana) e Jaxa (agência espacial japonesa). O feito inédito foi divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O satélite foi lançando em 24 de julho de 1992 e foi a primeira missão conjunta entre a Agência Espacial Norte Americana (NASA) e a Agência Japonesa de Exploração Espacial (JAXA) para coleta de dados sobre a estrutura e dinâmica da camada magnética que protege a Terra. Em operação, o satélite completou 30 anos, 4 meses e 4 dias, no último sábado (17).

O satélite de Coleta de Dados SCD-1 foi o primeiro a ser projetado, fabricado, testado e operado no Brasil. Os satélites da família SCD fazem parte da Missão de Coleta de Dados que, através de um sistema de coleta de dados ambientais baseado na utilização de satélites e plataformas de coleta de dados (PCDs) distribuídas pelo território nacional, que tem como objetivo fornecer ao país dados ambientais diários coletados nas diferentes regiões do território nacional.

Satélites pequenos mais modernos, em geral, param de funcionar após aproximadamente cinco anos. Depois, permanecem em órbita como lixo espacial por no máximo 25, até serem arrastados em direção à Terra para uma morte flamejante em nossa atmosfera. Até isso o SCD-1 já superou.

O SCD-1 já percorreu mais de 7 bilhões de quilômetros, girando em torno do planeta. Daria quase para ir a Marte e voltar duas vezes.

SCD-1

As PCDs são pequenas estações automáticas, instaladas, geralmente, em locais remotos. Os dados adquiridos pelas PCDs são enviados aos satélites que os retransmitem para as estações terrenas do INPE, em Cuiabá e Alcântara. A partir daí, os dados são enviados para o Centro de Missão, em Cachoeira Paulista, onde é realizado o tratamento e a distribuição imediata aos usuários do sistema. Os usuários cadastrados recebem os arquivos com os dados já processados, através da internet.

Os dados coletados pelo satélite SCD-1 são utilizados em diversas aplicações, tais como a previsão de tempo do CPTEC, estudos sobre correntes oceânicas, marés, química da atmosfera, planejamento agrícola, entre outras. Uma aplicação de grande relevância é o monitoramento das bacias hidrográficas através das plataformas da ANA e do SIVAM, que fornecem dados fluviométricos e pluviométricos.

Jornalista graduada pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2005. Atua como repórter de cidades na Rádio Itatiaia desde 2022