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Ataque em Aracruz: atirador que matou quatro pessoas é sentenciado a três anos de internação

O adolescente de 16 anos atacou duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, no último 25 de novembro; quatro pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas

O adolescente que matou quatro pessoas e feriu outras 12 em duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, vai cumprir até 3 anos de internação com medidas socioeducativas. O tempo é o limite máximo estabelecido pela lei para adolescentes. O atirador também terá acompanhamento psiquiátrico durante o período de cumprimento da medida de internação.

O atirador confessou a autoria dos crimes. Ele foi recolhido pela polícia logo após o crime e está apreendido no Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) em Cariacica, na região metropolitana de Vitória.

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A sentença do adolescente foi dada nesta quarta-feira (7), pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Aracruz, Felipe Leitão.

Duas professoras, de 37 e 51 anos, e uma estudante de 14 anos baleada na cabeça permanecem internadas em hospitais da capital do Espírito Santo.

Ataque em Aracruz

O ataque às duas escolas em Aracruz ocorreu em 25 de novembro quando o adolescente de 16 anos - que estudou até junho deste ano em uma das escolas - deixou quatro mortos e 12 feridos. Ele foi apreendido horas após o crime.

Os disparos aconteceram por volta das 9h30 na Escola Estadual Primo Bitti e em uma escola particular que fica na mesma rua. O adolescente usou duas armas do pai, que é policial militar.

Investigações apontam que o ato foi planejado durante pelo menos dois anos.

Família e vizinhança do atirador

Segundo reportagem do UOL Notícias, as interações sociais do atirador nos últimos anos se tornaram restritas aos familiares. Segundo o delegado responsável pela investigação, André Jaretta, no celular apreendido pela polícia havia somente dois contatos registrados como pai e mãe. Também era comum ver o adolescente caminhando ao lado do pai no bairro Coqueiral.

Vizinhos próximos relataram que era comum o adolescente desviar o olhar quando alguém o cumprimentava.

Ainda de acordo com as investigações, o pai, em busca de uma maior interação com o adolescente, comprou o livro Minha Luta, escrito pelo ditador nazista Adolf Hitler. O atirador usou uma suástica no braço direito fixada na roupa camuflada.

Porém, em entrevista à TV Bandeirantes, o pai nega a compra do livro para o adolescente. “Esse livro foi uma aquisição minha para entender um pouco sobre a questão da mente do autor. Mas vi que ele foge um pouco das ideias e vem muito para a biografia. Então nem continuei a leitura”.

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(Sob supervisão de Lara Alves)

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