Nova Toyota Hilux, que terá versões elétrica e híbrida, é flagrada no Brasil
Nona geração da picape será fabricada na Argentina atualizada com visual moderno e novos equipamentos

A nova geração da Toyota Hilux já roda em testes nos Brasil. Um protótipo da picape média foi flagrada rodando no interior paulista, indicando que o modelo está em estágio avançado de desenvolvimento regional para estrear na América do Sul no início de 2027, mantendo a produção na Argentina. As fotos foram publicadas pelo site Guru dos Carros.

No fim de 2025, a Toyota Argentina confirmou à imprensa local que a fábrica no país vizinho será modernizada para produzir o modelo, que terá ao menos uma versão eletrificada, sem detalhar se a picape destinada ao mercado latino-americano será híbrida-leve de 48 Volts (MHEV), híbrida convencional (HEV) ou elétrica.

No entanto, a nova Toyota Hilux será produzida inicialmente equipada apenas com o atual motor 2.8 turbodiesel de 204 cv de potência e 51 kgfm de troque, combinado ao câmbio automático de oito marchas e ao sistema de tração 4x4 com reduzida.
Mas a grande novidade será a configuração com dois motores elétricos (um dianteiro e outro traseiro) com potência combinada de 193 cv, alimentados por uma bateria de 59,2 kWh. A autonomia chega a 240 km no ciclo WLTP ou 300 km pelo padrão NEDC.

A picape será produzida sobre uma variante atualizada do chassi atual, reforçado para aumentar a rigidez estrutural e reduzir as vibrações. O modelo tirou nota máxima nos testes de colisão na Ásia. As suspensões também foram recalibradas para combinar maior nível de conforto e robustez no trabalho pesado.

Quanto à capacidade de carga, as versões a diesel seguem fortes: até 1.000 kg de carga útil e 3.500 kg de reboque. A elétrica, por causa do peso maior, fica em 715 kg e 1.600 kg, respectivamente. O acesso à caçamba, por sua vez, é facilitado por degraus nas extremidades do para-choque e pela tampa com amortecimento.

Por dentro, o painel foi totalmente redesenhado, em estilo que remete ao novo Land Cruiser, com telas de até 12,3" do quadro de instrumentos e da central multimídia e a manutenção de comandos físicos para as funções principais, algo cobrado por consumidores que rejeitam a dependência total de telas. Ao menos nas versões mais equipadas, a Hilux passa a ter freio de estacionamento eletrônico.
Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.



