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Imposto de 35% para carros elétricos e híbridos importados entra em vigor

Nova alíquota marca o fim do cronograma de retomada da tributação e pode pressionar os preços dos modelos importados vendidos no Brasil

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Navio BYD
Divulgação

Desde o dia 1° de julho, os carros elétricos, híbridos convencionais (HEV) e híbridos plug-in (PHEV) importados passam a ser tributados com alíquota de 35% de Imposto de Importação. A medida representa a última etapa do cronograma de recomposição tarifária definido pelo programa Mover do Governo Federal em 2023, encerrando um período de transição criado em 2016 após o fim da isenção que beneficiava veículos eletrificados.

Com a nova alíquota, todas as categorias de veículos eletrificados importados passam a recolher o mesmo percentual de imposto, o que tende a elevar o custo de nacionalização dos modelos produzidos fora do país. O impacto sobre o preço final ao consumidor, no entanto, dependerá da estratégia comercial de cada fabricante, que poderá absorver parte dos custos ou repassá-los integralmente ao mercado.

• MDIC
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O aumento da tributação ocorre em um momento de forte expansão da oferta de veículos eletrificados no Brasil, especialmente de marcas chinesas. Muitas fabricantes, como a BYD, aproveitaram os últimos meses do cronograma para ampliar os estoques no país antes da entrada em vigor da alíquota máxima, reduzindo os efeitos imediatos da mudança sobre os preços de alguns modelos.

Fábrica da GWM em Iracemápolis-SP • Divulgação | GWM
Fábrica da GWM em Iracemápolis-SP • Divulgação | GWM

Segundo o governo, a retomada gradual do imposto tem como objetivo incentivar a produção nacional de veículos eletrificados e estimular novos investimentos industriais no Brasil. Nos últimos anos, diversas fabricantes anunciaram fábricas ou projetos de nacionalização, movimento que ganhou força justamente durante o período de recomposição tarifária.

Apesar da alta no imposto, especialistas avaliam que a competitividade dos veículos eletrificados continuará dependendo de fatores como câmbio, escala de produção, avanços tecnológicos e políticas comerciais das montadoras. Com isso, o mercado deve seguir em expansão, embora o ritmo de crescimento possa ser influenciado pelo encarecimento das importações e pela aceleração da produção local.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.