Novo Fiat Argo começa a tirar camuflagem e revela detalhes da versão básica
Protótipos já rodam com menos disfarces revelando as características da configuração de entrada do hatch

Principal destaque da celebração dos 50 anos da Fiat no Brasil, o novo Argo começa a tirar a camuflagem dos protótipos, que passaram a circular com o adesivo zebrado para disfarçar os detalhes da carroceria. Ainda assim, é possível notar algumas características do hatch, que será lançado no segundo semestre de 2026.
O carro flagrado pelo perfil do Instagram @gabontrack aparenta ser o protótipo de uma versão mais barata do novo Fiat Argo, uma vez que não possui os faróis em LED com efeito pixelado como os do Grande Panda europeu. As rodas são de aço com calotas plásticas e as maçanetas externas não são pintadas na cor do veículo.

O novo Fiat Argo terá outras mudanças visuais em relação ao Grande Panda, como a grade frontal e os para-choques com desenho mais simples. As portas serão mais simples, sem o nome do modelo estampado nas chapas de aço.
O hatch também mudará o aplique plástico que ornamenta as janelas traseiras, medida também adotada provavelmente para economizar na fabricação e, consequentemente, não comprometer a competitividade do modelo no mercado.

O interior também será adaptado para o mercado sul-americano visando a redução de custos de produção, adotando acabamentos mais simples nas versões mais baratas.
O novo Argo será feito em Betim a partir da plataforma compartilhada com outros modelos do Grupo Stellantis, como os Citroën C3, Aircross e Basalt, além dos Peugeot 208 e 2008.

Mais moderna, essa arquitetura permitirá a adoção de motorizações eletrificadas, incluindo uma híbrida leve (MHEV), mais focada em custo-benefício que sistemas mais sofisticados, como o híbrido plug-in (PHEV) e o elétrico (BEV).
Motores conhecidos
O novo Fiat Argo será vendido no Brasil exclusivamente com motores 1.0 flex de três cilindros. As versões de entrada serão movidas pelo Firefly aspirado de 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque, enquanto as mais caras terão a variante turbo de 130 cv e 20,4 kgfm, com auxílio do sistema híbrido leve (MHEV), presente nos modelos Pulse e Fastback.

O 1.0 aspirado será vendido apenas com o câmbio manual de cinco marchas, enquanto o 1.0 turbo será comercializado com a transmissão automática CVT com sete marchas simuladas.
O motor Firefly 1.3 aspirado de quatro cilindros será destinado à exportação, rendendo 99 cv de de potência com gasolina e associado tanto ao câmbio manual quanto ao automático CVT.
Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.



