Ferrari registrada no DF tem o IPVA mais caro de 2026

Hipercarro híbrido terá de desembolsar mais de R$ 1 milhão de imposto

O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) mais caro do Brasil em 2026 terá de ser pago pelo proprietário de uma Ferrari LaFerrari registrada no Distrito Federal. O hipercarro avaliado em R$ 35,6 milhões gera um imposto anual de R$ 1.067.933,76.

A taxa é mais que o dobro dos mais de R$ 340 mil cobrados pelo IPVA mais alto de Minas Gerais, que pertence a um McLaren Senna Coupé 2019.

A LaFerrari registrada no Distrito Federal não é o automóvel mais caro emplacado no Brasil — título que pertence a outra unidade do modelo, registrada em Balneário Camboriú-SC, avaliada em R$ 38 milhões. Ainda assim, o valor elevado do imposto decorre da combinação entre o alto valor venal do hiperesportivo e a alíquota de IPVA de 3% aplicada no DF, superior aos 2% cobrados em Santa Catarina.

Com apenas 499 unidades produzidas entre 2013 e 2017, a LaFerrari é um dos modelos mais exclusivos já fabricados pela marca italiana. Nem mesmo esportivos mais recentes da Ferrari conseguem superar o seu valor de mercado. A última unidade desembarcou no Brasil em 2024, ao custo aproximado de R$ 35 milhões, o que reforça a possibilidade de que um dos exemplares citados seja justamente esse.

Além da exclusividade, a LaFerrari também marcou época por ser o primeiro modelo híbrido da Ferrari. O supercarro combina um motor V12 naturalmente aspirado de 800 cv com um propulsor elétrico de 163 cv, resultando em potência combinada de 963 cv e torque de 91,7 kgfm. O câmbio é automatizado de sete marchas e dupla embreagem.

Com esse conjunto, o hiperesportivo atinge a velocidade máxima de 350 km/h. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em apenas 3 segundos; até 200 km/h são necessários 7 segundos, enquanto os 300 km/h são alcançados em 15 segundos.

Nas dimensões, a LaFerrari mede 4,70 metros de comprimento, 1,99 metro de largura, 1,11 metro de altura e tem 2,65 metros de entre-eixos. O peso é de apenas 1.365 kg — número baixo para um supercarro híbrido de quase 1.000 cv.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

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