BYD usa baterias Blade dos seus carros no metrô de São Paulo pela 1ª vez
Tecnologia usada em carros elétricos passa a equipar monotrilho da Linha 17-Ouro e amplia a atuação da empresa no Brasil

A BYD deu um passo importante na expansão de suas tecnologias ao levar a bateria Blade, já utilizada em seus carros elétricos, para o transporte sobre trilhos. A novidade está presente nos trens da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, marcando a entrada da empresa no setor ferroviário fora da China.
Na prática, a tecnologia Blade reforça a estratégia da empresa de integrar soluções energéticas em diferentes modais. Essa bateria garante uma espécie de “reserva”, permitindo que o metrô continue em funcionamento mesmo em caso de falha no fornecimento de energia. Além disso, a tecnologia patenteada pela empresa chinesa evita incêndios e explosões caso as baterias sofram algum impacto ou perfuração.
A Linha 17-Ouro utiliza trens do tipo monotrilho, com cinco carros interligados e capacidade para mais de 600 passageiros por composição. O principal diferencial está na arquitetura elétrica: os veículos contam com baterias embarcadas, o que reduz a dependência de alimentação externa contínua e permite operação autônoma por alguns quilômetros.

Com 6,7 quilômetros de extensão, a linha conecta o Aeroporto de Congonhas às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda, ampliando a integração do transporte público na zona sul da capital paulista. A operação começou a operar, no dia 31 de março, de forma parcial e deve evoluir gradualmente até atingir cerca de 100 mil passageiros por dia em plena capacidade.
Anunciado em 2010, como parte das obras de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014, o projeto original previa 18 estações. Mudanças no planejamento e a perda de financiamento do governo federal - após a alteração do estádio do Morumbi para a Arena Corinthians, na zona leste - impactaram atrasaram a conclusão da Linha 17-Ouro.
As obras também foram prejudicadas pela Operação Lava Jato, que atingiu empreiteiras envolvidas. O projeto foi retomado em 2020, quatro anos depois da rescisão dos contratos das construtoras. O orçamento inicial, que era de R$ 2,9 bilhões, chegou a quase R$ 6 bilhões, com as adaptações e mudanças no projeto, segundo o governo paulista.
Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.



