Vendas de sêmen Angus sobem 19,5% no 1º semestre e superam média do setor de corte
Avanço impulsionado pela busca por ganho de carcaça e rentabilidade atinge todas as regiões do país, com destaque para a forte expansão no Nordeste

A comercialização de sêmen da raça Angus manteve ritmo acelerado no primeiro semestre de 2026, com alta de 19,58% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho superou a média geral da pecuária de corte brasileira, que cresceu 16,87% no mesmo intervalo, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA).
Os números consolidam a genética Angus como uma das principais escolhas dos pecuaristas para aprimorar a qualidade de carcaça, acelerar o ganho de peso e agregar valor à produção de carne bovina. Para o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, o resultado reflete a visão estratégica do produtor. "Esse crescimento mostra que o produtor está cada vez mais consciente de que investir em genética é investir em rentabilidade. O Angus entrega produtividade, qualidade de carne e agrega valor ao produto final", pontuou.
Já a diretora executiva da ASBIA, Lilian Matimoto, destaca que o avanço da raça acompanha o momento do mercado. "Não é um resultado pontual, é o reflexo direto de um trabalho consistente de gestão da Associação, que agora nos permite colher frutos ao se aliar a um momento favorável de retomada do ciclo da pecuária”, avaliou.
Expansão regional e avanço no Nordeste
Embora o Centro-Oeste, liderado pelo Mato Grosso, siga na liderança isolada como o maior mercado consumidor — absorvendo 48,49% do volume total de doses comercializadas e registrando alta de 16,55% no semestre, a raça vem ganhando espaço expressivo em fronteiras "não tradicionais".
O destaque proporcional do período ficou com o Nordeste, que registrou salto de 83,33% nas vendas na comparação anual. O Sudeste também cresceu acima da média nacional (+27,62%), seguido por Norte (+16,87%) e Sul (+14,38%).
De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, a distribuição geográfica comprova a versatilidade do rebanho. "O crescimento em todas as regiões comprova que a genética Angus deixou de estar concentrada em mercados tradicionais e passou a atender diferentes realidades da pecuária brasileira. Hoje contamos com animais cada vez mais adaptados aos diversos sistemas de produção e ambientes", concluiu.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



