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Carne bovina de MT: receita de exportação salta 51% no ano e Espanha lidera alta

No acumulado de janeiro a julho, estado movimentou US$ 2,8 bilhões com embarques da proteína; Chile e EUA também aceleraram compras no período

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Destaque absoluto do mês de julho foi o mercado espanhol • Canva/ Reprodução

Os frigoríficos de Mato Grosso registraram forte expansão nas vendas externas de carne bovina em julho, impulsionados pela demanda de mercados internacionais estratégicos como Chile, Estados Unidos e Espanha. O destaque absoluto do mês foi o mercado espanhol, que apresentou um salto de 172% nos volumes embarcados na comparação direta com junho, saltando de 549,7 toneladas para 1,4 mil toneladas, segundo dados do Comex Stat.

No acumulado dos primeiros sete meses de 2026, a indústria frigorífica do estado somou 457,1 mil toneladas de carne bovina exportadas, gerando um faturamento de US$ 2,8 bilhões. Frente ao mesmo período do ano anterior, o volume teve um incremento de 29,6%, o equivalente a 104,4 mil toneladas adicionais, enquanto a receita obtida avançou 51,2%, representando um acréscimo de US$ 951,5 milhões.

Além da Espanha, que acumula 5,1 mil toneladas adquiridas no ano (+10,2%), outros destinos importantes registraram altas expressivas:

  • Estados Unidos: as compras subiram 66,6% entre junho (3,1 mil toneladas) e julho (5,3 mil toneladas). No acumulado do ano, os americanos importaram 36,8 mil toneladas de Mato Grosso, alta de 69,6% ante o mesmo intervalo de 2025.

  • Chile: o volume passou de 4,9 mil toneladas em junho para 6,8 mil toneladas em julho (+37,4%). Entre janeiro e julho, o país sul-americano adquiriu 30,8 mil toneladas, avanço de 76% na comparação anual.

Para Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o bom momento reflete ganhos de eficiência do setor. “Esse crescimento nas exportações é resultado de uma combinação de fatores em toda a cadeia produtiva, que vem ampliando a eficiência da produção e a capacidade de atender às diferentes exigências do mercado internacional. Nesses mercados já consolidados, o aumento das vendas mostra que ainda existe espaço para aprofundar essas relações comerciais, o que é importante para todos os elos da cadeia”, analisou.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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