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EUA isentam tarifa para 300 mil toneladas de carne bovina; Brasil pode suprir até 40%

Decisão de Donald Trump visa reduzir o preço da carne moída em 25% para o consumidor americano; setor exportador brasileiro aguarda regulamentação oficial

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EUA isentam tarifa para 300 mil toneladas de carne bovina; Brasil pode suprir até 40%
Imagem ilustrativa • Canva/ Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que autorizará a importação de até 300 mil toneladas de carne bovina (destinada a fabricação de carne moída) sem a cobrança de tarifas sobre o volume 'extra-cota' nos próximos 90 dias. A medida, divulgada pelo republicano em sua rede social Truth Social, na última sexta-feira (21), tem como objetivo baratear o custo do alimento para as famílias americanas em até 25% em relação aos valores atuais de mercado.

A determinação abriu uma janela de oportunidade estratégica para o agronegócio brasileiro. Segundo a avaliação de analistas de mercado, o Brasil reúne condições operacionais para suprir entre 30% e 40% desse volume total liberado pela Casa Branca. Contudo, como o governo norte-americano ainda não formalizou a lista de países contemplados nem os critérios de distribuição do contingente, o setor produtivo nacional mantém postura de cautela.

Atualmente, o Brasil exporta carne bovina aos Estados Unidos por meio de uma cota de tarifas preferenciais compartilhada com outros países, cujo limite costuma ser esgotado logo no primeiro mês do ano. Após o preenchimento dessa cota global, os embarques brasileiros continuam acontecendo, mas passam a ser taxados com uma alíquota extra de 26,4%.

Em nota oficial, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que ainda não recebeu notificações formais do governo dos EUA sobre os trâmites de implementação da medida. A entidade ressaltou que uma eventual ampliação que inclua o Brasil representará uma melhoria expressiva nas condições de acesso ao mercado norte-americano, mas reforçou a necessidade de aguardar os detalhes oficiais antes de projetar o impacto real sobre os embarques.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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