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Valdir Barbosa: Lula pede à UE para liberar entrada de mel e frango, mas o boi ficou de fora

O pedido foi endereçado à presidente da União Europeia, que avalia também o uso de defensivos agrícolas proibidos no continente

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Presidente Lula e a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen • Ricardo Stucker/Presidência da República

Amigas e amigos do Agro!

Pelo comportamento do governo federal até agora, o Brasil parece ter perdido a esperança de desbloquear a entrada da carne bovina brasileira a partir de setembro na União Europeia (UE).

O presidente Lula enviou carta à presidência da União Europeia pedindo reconsideração do bloqueio para carne de frango e mel de abelha, atendendo a solicitação dos produtores.

Traduzindo, o próprio presidente ao restringir o pedido, deixou claro que não há expectativa quanto a carne bovina que só deverá ser liberada pelos europeus a partir de 2 anos.

A carne bovina é um dos principais ativos de exportação do Brasil.

Na verdade, as medidas tomadas pelo governo no sentido de pressionar os europeus e manter o comércio da carne bovina, foram mais para amenizar os erros cometidos pelas autoridades agrícolas brasileiras, que desconheceram ou negligenciaram as exigências do mercado europeu.

Entretanto a carne bovina brasileira, que provocou inflação no setor para os Estados Unidos, também pode repetir a dose na União Europeia.

Lá, depois de muito calor e queimadas, vem a verdadeira seca acompanhada de muito frio o que retrai a produção de carnes e de alimentos para os animais.

Nos Estados Unidos Donald Trump anunciou que vai liberar sem tarifas a importação de 300 mil toneladas de carne moída que tem grande consumo na fabricação do hambúrguer.

Trump não falou quais países serão beneficiados com essa liberação de 300 mil toneladas de carne moída, um dos maiores fornecedores sempre foi o Brasil, mas nesse momento não há nenhuma garantia.

As tarifas estão suspensas por 90 dias e a intenção de Trump é baixar em 25% o preço das carnes nos Estados Unidos.

A Argentina já aumentou sua cota de exportação para os americanos, que também retomaram a compra do boi vivo do México para o abate e aumento do rebanho num futuro próximo.

Em tempo:

Sempre bom lembrar as homenagens que foram feitas na semana passada para o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, professor emérito da FGV, com mais de meio século de grandes serviços prestados à agropecuária brasileira, inclusive sendo o “pai” do cooperativismo.

Parabéns Roberto Rodrigues pelo aniversário e o agro conta sempre com sua forte presença nos próximos anos e eventos.

Valdir Barbosa, Itatiaia Agro.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

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