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Soja recua no fim de julho, mas médias mensais são as maiores de 2026

Menor disponibilidade de cotas nos portos elevou a oferta no mercado spot; mesmo com a queda, indicadores fecharam o mês em alta

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Lavoura de soja com plantas em desenvolvimento
Mesmo com a queda das cotações no fim de julho, os preços médios da soja fecharam o mês nos maiores patamares de 2026, segundo o Cepea. • Pexels

Os preços da soja recuaram no encerramento de julho, após as fortes altas registradas ao longo do mês. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a redução das cotas disponíveis nos principais portos brasileiros para embarques em agosto elevou a oferta no mercado spot nacional e pressionou as cotações.

De acordo com os pesquisadores, muitos consumidores anteciparam as compras nas semanas anteriores e permaneceram afastados de negociações envolvendo grandes volumes. A melhora das perspectivas para a safra norte-americana, favorecida pelas condições climáticas, e a desvalorização do petróleo também reforçaram o movimento de queda.

Apesar do recuo no fim de julho, os preços domésticos acumularam ganhos expressivos no mês. As médias mensais dos Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná atingiram os maiores patamares de 2026, em termos reais.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

 

 

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