Preços do açaí e feijão-carioca disparam em fevereiro; veja a inflação de alimentos

Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta quinta-feira (12) mostra uma aceleração no preço da alimentação

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, teve uma aceleração de 0,26% no grupo Alimentação e Bebidas em fevereiro. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12), revelando uma aceleração de 0,70% no indicador geral.

Em fevereiro, o grupo Alimentação e bebidas havia tido uma alta de 0,23%. Agora, a nova alta é impulsionada pelo item alimentação no domicílio, que também registrou variação de 0,23% em fevereiro, ante 0,10% no mês anterior. O grupo é influenciado pelas altas do açaí (25,29%) e do feijão-carioca (11,73%).

Por outro lado, a alimentação fora do domicílio desacelerou 0,34% em relação ao mês de janeiro (0,55%). A refeição saiu de 0,66% em janeiro para 0,49% em fevereiro, enquanto o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período. No acumulado do ano, o grupo Alimentação e Bebidas teve uma alta de 0,49%.

Veja os alimentos mais caros e baratos em fevereiro

Altas

  • Açaí: 25,29%
  • Feijão-carioca: 11,73%
  • Ovo de galinha: 4,55%
  • Carnes: 0,58%

Baixas

  • Frutas: -2,78%
  • Óleo de soja: -2,62%
  • Arroz: -2,36%
  • Café moído: -1,20%

Indicador geral

Este foi o melhor resultado do IPCA para fevereiro desde 2020 (0,25%). Na medição dos últimos 12 meses, o IPCA caiu de 4,41% em janeiro para 3,81%, aproximando a inflação da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo o economista sênior do Banco Inter, André Valério, se a inflação for compensada pela sazonalidade, há uma continuidade do processo de desinflação. O especialista ressalta que a alta já era esperada, apesar de ter vindo acima da expectativa do mercado (0,64%).

“O dado de hoje foi o menor para fevereiro desde 2020, portanto, há indícios de que a piora observada nas últimas leituras são mais devido à sazonalidade de alta do que a uma possível reversão do processo de desinflação. Para os próximos meses, os potenciais impactos do conflito no Irã são causa de preocupação”, disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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