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Corante vermelho em carne estragada é usado para simular proteína fresca em SC

Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vistoriou 17 estabelecimentos de duas cidades do estado e encontrou diversas irregularidades

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O uso de corante para simular a aparência de carne fresca foi um dos pontos mais graves identificados pela fiscalização • Divulgação/ MPSC

Uma operação realizada em Santa Catarina flagrou o uso de corante vermelho para disfarçar a aparência de carne estragada em estabelecimentos, incluindo supermercados, açougues e restaurantes.

A ação do Programa de Avaliação de Produtos de Origem Animal (POA), criado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ocorreu entre os dias 24 e 26 de março. Foram encontradas diversas irregularidades em 17 estabelecimentos das cidades de Seara e Xavantina, no oeste do estado.

O uso de corante para simular a aparência de carne fresca foi um dos pontos mais graves identificados pela fiscalização.

Veja as irregularidades encontradas:

  • Carnes com prazos de validade expirados, inclusive congeladas irregularmente após o vencimento;
  • Uso de corantes para avermelhar carnes deterioradas, simulando aparência de frescor;
  • Presença de moscas dentro de embalagens de carne;
  • Ovos expostos ao sol - condição irregular que acelera o processo de deterioração;
  • Laticínios vencidos - como queijos e iogurtes infantis, além de sorvetes com validade expirada há mais de um ano, todos ainda disponíveis ao consumidor;
  • Leites e misturas lácteas vencidos e armazenados inadequadamente;
  • Ambientes insalubres em restaurantes, com higienização deficiente, acúmulo de resíduos, alimentos vencidos ou sem identificação, produtos de preparo vencidos há meses e carnes mantidas fora da temperatura adequada ou armazenadas de forma irregular;
  • Exposição de hortaliças em avançado estado de decomposição, com presença de mofo, fungos e matéria orgânica em deterioração visível.

'Não se trata de uma medida burocrática. Essa operação foi planejada para proteger diretamente o consumidor. Estamos falando de alimentos vencidos - em alguns casos, há longos meses - armazenados e vendidos em condições inadequadas, com risco à saúde da população. A verdade é que, ao entrar em um mercado ou restaurante, as pessoas confiam que estão adquirindo produtos fiscalizados, dentro do prazo e próprios para o consumo. É essa confiança, legítima e essencial, que o Ministério Público atua para preservar'

destacou promotor justiça wesley silva müller.
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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde