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Oferta maior de feijão carioca pressiona preços; feijão preto segue firme

Cepea aponta avanço da colheita do carioca e recorde nas exportações brasileiras de feijão no primeiro semestre.

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Grãos de feijão carioca, preto e de outras variedades dispostos lado a lado em uma superfície, formando um mosaico colorido.
Enquanto a oferta de carioca cresce com a colheita, o mercado de feijão preto segue com preços firmes. • Divulgação / Unsplash

O avanço gradual da colheita da safra irrigada tem ampliado a oferta de feijão carioca de melhor qualidade, favorecendo o abastecimento do mercado e pressionando os preços.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), diante da expectativa de entrada de novos volumes nas próximas semanas, compradores intensificam a pressão por cotações menores.

No mercado de feijão preto, porém, o cenário é diferente. O encerramento da colheita no principal estado produtor e a postura firme dos vendedores continuam sustentando os preços, enquanto lotes importados da Argentina complementam o abastecimento interno.

Mercado externo

As exportações brasileiras de feijão encerraram o primeiro semestre de 2026 em volume recorde. Os embarques somaram 149,27 mil toneladas, a maior quantidade para o período em toda a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

Somente em junho, os envios ao exterior totalizaram 33,30 mil toneladas, estabelecendo um novo recorde para o mês. As importações, por sua vez, alcançaram 7,68 mil toneladas, o maior volume registrado para junho desde 2021.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.