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'Galinha Gótica': conheça a ave preta por dentro e por fora que pode valer até R$ 30 mil

A cor resulta de uma condição genética chamada fibromelanose.

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Ayam Cemani, uma raça originária da Indonésia
Ayam Cemani, uma raça originária da Indonésia • Pixabay

Imagine uma galinha que não é apenas preta nas penas, mas também em seus órgãos, ossos e carne. Essa é a Ayam Cemani, uma raça originária da Indonésia, considerada por muitos a criatura mais pigmentada da Terra.

A cor escura da Ayam Cemani não é comum. Ela resulta de uma condição genética chamada fibromelanose. Essa mutação faz com que as células produtoras de melanina, que dão cor à pele e às penas, se multipliquem em grande quantidade, escurecendo quase todos os tecidos da ave.

Essa característica única tornou a Ayam Cemani um animal de grande valor cultural e espiritual em sua terra natal. Lá, ela é associada a rituais e vista como um símbolo de poder e sorte.

Por que a preservação é importante?

A Ayam Cemani é mais do que uma curiosidade. Ela serve como um exemplo da importância da biodiversidade. Cada espécie e variação genética representa uma solução desenvolvida pela evolução ao longo do tempo. Proteger raças raras como essa é fundamental para a saúde do planeta.

A perda de diversidade genética, seja em plantas ou animais, torna a natureza mais vulnerável. Preservar a Ayam Cemani e outras raças raras é importante por alguns motivos:

  • Resistência genética: Manter um grande "banco" genético ajuda a garantir que tenhamos recursos para lidar com futuras doenças em animais ou para que novas adaptações se desenvolvam em um mundo que muda sempre.
  • Patrimônio cultural: A galinha Ayam Cemani está ligada a tradições e ao folclore da Indonésia. Protegê-la é uma forma de manter a cultura e o conhecimento que a cercam.
  • Educação: Animais como a Ayam Cemani despertam a curiosidade e o respeito pela natureza, incentivando novas gerações a se interessarem por biologia e genética.

Pequenas ações no dia a dia podem ajudar a proteger a biodiversidade. Apoiar a agricultura local e sustentável, que prefere raças de animais e plantas nativas, é uma delas. Informar-se sobre espécies únicas e compartilhar esse conhecimento também contribui. Consumir de forma consciente, evitando produtos ligados ao desmatamento, é outra atitude poderosa. Por fim, valorizar o que é diferente na natureza é essencial para desejar protegê-la.

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Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.