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Ferramentas digitais podem reduzir em até 35% uso de água na irrigação

Uso de ferramentas de planejamento hídrico permite aplicar água no momento certo e aumentar a produtividade

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Divulgação

O uso de ferramentas digitais para manejo da irrigação tem permitido que produtores rurais reduzam o consumo de água nas lavouras sem comprometer a produtividade. Em alguns casos, a economia pode chegar a 35% no volume de água aplicado ao longo do ciclo da cultura.

Segundo Sandro Rodrigues, engenheiro agrícola e ambiental, mestre em irrigação e gerente comercial da Valley, o principal avanço está na adoção de sistemas que calculam a necessidade hídrica das plantas com base em dados climáticos e no balanço hídrico do solo. “Durante muito tempo, o produtor irrigava no instinto, baseado na experiência ou em calendários fixos. Hoje é possível tomar decisões muito mais precisas utilizando dados climáticos e modelos agronômicos”, explicou.

Uma das ferramentas utilizadas nesse processo é o Scheduling, sistema de recomendação de irrigação que calcula diariamente a necessidade de água da cultura, considerando fatores como evapotranspiração, chuvas, tipo de solo e estágio de desenvolvimento da planta.

De acordo com Sandro, o modelo funciona de forma semelhante ao extrato de uma conta bancária. “A ferramenta registra tudo o que entra no sistema, como chuva e irrigação, e tudo o que sai, representado pelo consumo da planta, conhecido como evapotranspiração. O saldo final desse balanço é o que garante precisão nas operações. A partir dele, o produtor recebe recomendações claras sobre quando irrigar e qual lâmina de água aplicar, permitindo decisões mais assertivas no manejo da irrigação”, ressaltou.

Para o engenheiro agrícola, a adoção do manejo baseado em dados tem mostrado resultados expressivos em propriedades irrigadas. “Temos casos de produtores que aplicavam cerca de 600 milímetros de água ao longo do ciclo e passaram a aplicar 400 ou 450 milímetros, mantendo ou até aumentando a produtividade”, afirmou.

O manejo mais preciso também reduz o consumo de energia elétrica, o desgaste dos equipamentos e o risco de doenças nas plantas causadas pelo excesso de umidade. “Às vezes o sistema até recomenda irrigar mais do que o produtor estava fazendo, quando identificamos que a cultura precisa de mais água. O objetivo não é gastar menos ou mais, mas aplicar exatamente o que a planta necessita”, explicou Sandro.

Sobre a Valley

Especialista em irrigação inteligente, a Valley® é uma marca da norte-americana Valmont Industries, grupo com 80 anos de história e presença em mais de 100 países. Com a fabricação de pivôs centrais, lineares e corners, a Valley entrega soluções para diferentes realidades produtivas, reunindo durabilidade, eficiência operacional e desempenho no campo.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.