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EUA ultrapassam Alemanha e retomam liderança nas compras de café do Brasil em 2026

Fim das incertezas tarifárias e inclusão do café solúvel na lista de exceções tributárias impulsionaram os embarques para o mercado norte-americano, que já responde por 13,1% de todas as exportações brasileiras do grão no acumulado do ano

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Entre janeiro e setembro deste ano, os EUA adquiriram 3,805 milhões de sacas de 60 kg • Canva/ Banco de imagem

Os Estados Unidos voltaram a ocupar o topo do ranking entre os maiores destinos do café brasileiro em 2026, desbancando a Alemanha. A recuperação de espaço no mercado norte-americano foi impulsionada pela resolução de pendências tributárias e pela consolidação da isenção tarifária sobre o produto nacional, segundo dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Entre janeiro e setembro deste ano, os EUA adquiriram 3,805 milhões de sacas de 60 kg, o que representa 13,1% de todo o volume exportado pelo Brasil no período. A Alemanha aparece na segunda colocação, respondendo por 11,4% dos embarques (3,307 milhões de sacas), seguida por Itália (2,597 milhões), Bélgica (2,463 milhões) e Japão (1,451 milhão).

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o movimento de retomada ganhou força após a neutralização de barreiras comerciais que afetavam as negociações bilaterais.

"Em novembro de 2025, os EUA retiraram a taxação sobre a maior parte do produto brasileiro, mas, até julho deste ano, o café solúvel seguia tarifado. Com o trabalho conjunto do Cecafé, entidades do setor e o governo, conseguimos reafirmar a isenção dos cafés verdes e incluir o solúvel nas listas de exceção. Isso deu clareza ao cenário comercial e possibilitou a retomada dos negócios", explicou Ferreira.

O impacto da medida ficou evidente nos números de setembro: as exportações para os EUA saltaram para 625.192 sacas, uma alta expressiva de 86,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado (335.339 sacas). Os compradores americanos também lideram a demanda por cafés diferenciados e de alta qualidade produzidos no Brasil, absorvendo 16,4% de todos os lotes especiais exportados em 2026. No total, o Brasil exportou 3,894 milhões de sacas de 60 kg em setembro.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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