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Dengue: conheça dez formas de se defender do Aedes Aegypt no campo

Número de casos da doença aumentou 700% em comparação com o mesmo período do ano passado e conscientização de todos é fundamental

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Comedouros e bebedouros dos animais devem ser constantemente vistoriados • Maria Teresa Leal/Itatiaia

O aumento no número de casos de dengue é tão assustador que merece a atenção tanto de quem mora na cidade quanto no campo De acordo Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), até a última quinta-feira (15/2) o estado registrou 62.872 casos de dengue, um aumento de quase 700% frente à mesma época de 2003, quando ocorreram 7.912 notificações positivas. Já o número de mortes pela dengue é 500% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

A engenheira ambiental Jane Terezinha Leal, coordenadora estadual de Saneamento Ambiental da Emater-MG, lembra que o controle do mosquito transmissor, Aedes aegypti, também é super importante no meio rural, especialmente em regiões muito próximas às cidades.

Identificação e extermínio dos criadouros

Jane explicou que, natureza, os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver até 400 dias fora d’água, o que aumenta a necessidade dos proprietários rurais identificarem possíveis criadouros para evitar a proliferação do mosquito.

Qualquer recipiente que reserve água deve ser monitorado Veja as dicas da especialista:

1- Acondicionar em sacos qualquer resíduo que possa reservar água de chuva ou armazenar água parada. 🛍️

2 - Fechar e colocar o lixo num local com tampa. Nunca aberto. 🗑️

3 - Colocar areia ou fazer a limpeza dos pratinhos que aparam a água das plantas, pelo menos uma vez por semana. A higienização deve ser feita com bucha, sabão e um pouco de água sanitária. 🪴

4 - Verifique as calhas e lajes das casas para ver se há água acumulada e também folhas ou objetos que impeçam a saída de água. 🏚️

5 - Mantenha fechadas as caixas d’água. Uma abertura pequena é o suficiente para o mosquito entrar e deixar os ovos. 🦟

6 - Faça, semanalmente, a limpeza de toneis, bombonas ou outros recipientes utilizados para armazenar água. Se isso não for possível, é preciso mantê-los fechados. 🧹

7 - Mantenha as cisternas fechadas. 🦟

8 - Faça a fluoretação da água utilizada para consumo humano para evitar contaminações. 🚰

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9 - Vistorie com frequência o bebedouro dos animais. 🐂

10 - Destine adequadamente o esgoto. A água suja que escorre de fossas rudimentares atrai vetores de doenças como mosquitos, pernilongos e ratos, pondo em risco a saúde das pessoas.🪰

Infelizmente ainda hoje mais de 70% das propriedades rurais têm uma fossa rudimentar ou há ainda aqueles que lançam o esgoto direto em córregos e no solo. Essa destinação inadequada desse esgoto é uma fonte de contaminação da água e do solo, ou seja, os danos sociais e ambientais são enormes”, salienta a engenheira ambiental da Emater.

Fossa de evapotranspiração pode ser a solução

De acordo com Jane Terezinha, uma solução para o esgoto pode ser a implantação de tecnologias de saneamento ambiental de baixo custo como a fossa de evapotranspiração (Tevap).

Quem se interessar em como fazer um Tanque de Evapotranspiração, encontra todas as informações numa cartilha da Emater-MG. O material está disponível para download gratuito no site da empresa, na parte “Livraria Virtual”.

Fique atento aos sintomas da dengue!

O ciclo de reprodução do Aedes pode variar de 5 a 10 dias, passando pela fase larvária até chegar à forma adulta. Febre, dores nas articulações, erupções ou irritação na pele são alguns dos sintomas mais comuns da dengue, zika e chikungunya. Em caso de agravamento dos sintomas, é preciso procurar atendimento médico.

(*) Com informações da Emater-MG.

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Por

Maria Teresa Leal é jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais 'Hoje em Dia' e 'O Tempo' e foi analista de comunicação na Federação da Agricultura e Pecuária de MG.