Com crise inédita do arroz, Japão libera reservas até julho para conter aumento dos preços
No país asiático, o arroz acumula alta de 71% em janeiro, comparado ao mesmo mês de 2024

O Japão vive uma crise inédita de abastecimento do arroz, principal base de sua culinária. Com isso, o governo teve liberar suas reservas estratégicas até julho para tentar conter o aumento acelerado dos preços.
"Para estabilizar os preços do arroz, que dispararam, o governo vai liberar sua reserva a cada mês até o verão [no hemisfério norte]", quando a nova colheita de arroz chegar ao mercado, afirmou o ministro da agricultura do Japão Taku Eto.
O arroz acumula alta de 71% em janeiro, comparado ao mesmo mês de 2024. Esse aumento nos preços é resultado de fatores complexos, incluindo uma demanda crescente - com as compras em pânico desencadeadas em agosto pelo alerta de um forte terremoto, e a má colheita de 2023 (consumida no ano passado), prejudicada por altas temperaturas, o que reduziu a oferta.
Um agravante do problema é que alguns comerciantes tentaram lucrar esperando o momento oportuno para vender seus estoques de arroz, de acordo com as autoridades.
O governo retirou, até o momento, cerca de 210.000 toneladas de sua reserva. O próximo leilão, de 100.000 toneladas, ocorrerá na semana de 21 de abril.
O preço no varejo de cinco quilos de arroz na semana passada chegou a 4.206 ienes (quase R$ 150), um aumento de 104,5% em relação à mesma semana do ano passado.
*Com informações da Radio France e AFP
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



