A colheita da
De acordo com o vice-presidente da Aprosoja Tocantins, Thiago Facco, a produtividade é positiva, mas a rentabilidade preocupa. “É uma safra satisfatória, porém de pouca rentabilidade. Temos aumento de produção ao longo dos últimos anos, mas a infraestrutura logística e a capacidade estática não acompanharam esse crescimento”, avaliou.
No nordeste do estado, o início da colheita ocorreu a partir da primeira quinzena de fevereiro, com leve atraso em função da irregularidade das chuvas. Já nas regiões centro e oeste, a colheita avança com produtividades superiores às estimativas iniciais.
Apesar do desempenho produtivo, o setor enfrenta gargalos estruturais que impactam diretamente o resultado financeiro. Facco compartilhou que a precariedade das estradas vicinais e estaduais e a limitação na capacidade de armazenagem pressionam os custos logísticos. “Os caminhões ficam em filas, as tradings acabam repassando esse custo ao produtor, e isso reduz ainda mais a rentabilidade na ponta”, explicou.
A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, reforçou que o momento exige planejamento estratégico e articulação institucional. “O produtor tocantinense tem feito sua parte, investindo em tecnologia, ampliando produtividade e mantendo a regularidade da oferta. O que precisamos agora é de infraestrutura compatível com o crescimento da nossa produção. A competitividade do Tocantins passa, necessariamente, por estradas em boas condições, ampliação da capacidade de armazenagem e eficiência logística”, destacou.
Segundo o 5º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção brasileira de soja está estimada em 177,98 milhões de toneladas, com crescimento em relação ao ciclo anterior. Nacionalmente, na primeira semana de fevereiro, a colheita havia alcançado 17,4% da área estimada.
Avanço da segunda safra
O atraso pontual no plantio da soja, provocado pela irregularidade das chuvas no início do ciclo, também repercutiu no calendário da segunda safra. Ainda assim, o Tocantins aparece entre os estados com maior ritmo de implantação do milho segunda safra.
Conforme a Conab, na primeira semana de fevereiro, o plantio nacional do milho segunda safra havia alcançado 21,6% da área prevista, desempenho próximo à média histórica e acima do registrado no ciclo anterior. Mato Grosso lidera o avanço, seguido por Tocantins, Paraná, Pará e Mato Grosso do Sul.
A estimativa nacional para o milho segunda safra é de 17,89 milhões de hectares, com produção projetada em 109,26 milhões de toneladas.