Carnes e grãos: China abre cinco novos mercados para produtos do agro brasileiro; veja quais
Anúncio foi feito nesta terça-feira (13) após a cerimônia de assinatura dos presidentes dos países no Grande Palácio do Povo, em Pequim

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta terça-feira (13) que a China abriu cinco novos mercados de produtos agropecuários brasileiros, entre carnes e grãos.
O anúncio foi feito após a cerimônia de assinatura de atos no Grande Palácio do Povo em Pequim, durante o encontro do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o presidente chinês Xi Jinping e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
Quais são os novos mercados?
As aberturas são para exportação de carne de pato, carne de peru, miúdos de frango (coração, fígado e moela), grãos derivados da indústria do etanol de milho (DDG e DDGs) e farelo de amendoim.
“Foram cinco produtos abertos para o nosso agronegócio, que se somam aos pescados, abertos agora no fim de abril. Um impacto estimado em aproximadamente US$ 20 bilhões. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto de muitas equipes do Mapa, do MRE e da Embaixada do Brasil na China”, destacou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Luis Rua.
“É um fato histórico para o setor de etanol de milho. Uma abertura de mercado em tempo recorde. Esse é um exemplo de como, quando o setor se organiza junto com o governo, os resultados vêm de forma célere e com bons frutos, ancorando investimentos e promovendo o que esse produto representa: a segurança alimentar”, afirmou o presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco.
“Estamos celebrando mais uma conquista para o Brasil. A abertura das três proteínas de carne de aves pode representar mais de R$ 1 bilhão em receita cambial para o nosso país”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.
Também foi assinado o Memorando de Entendimento (MoU) entre o Mapa e a GACC na área de medidas sanitárias e fitossanitárias, com o objetivo de promover a comunicação e a cooperação bilateral nesse setor. A iniciativa visa proteger a saúde humana, animal e vegetal, além de aumentar a segurança dos alimentos comercializados entre Brasil e China.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



