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Cafeicultoras de Minas lançam coleção de bordado em feira de artesanato no Expominas

Projeto Mulheres Bordando Minas (MBM) é criado por nove mulheres de Pedralva, no Sul de Minas

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Cafeicultoras de Minas lançam coleção de bordado em feira de artesanato no Expominas
Iniciativa nasceu do olhar atento de Eliane Marques • Divulgação

Nove mulheres, unidas pelo trabalho na agricultura familiar e pelo cultivo do café na região de Pedralva, no Sul de Minas, encontraram no bordado uma nova forma de gerar renda. O resultado da união, o projeto Mulheres Bordando Minas (MBM), marcará presença no estande do Sebrae Minas na 36ª Feira Nacional de Artesanato, realizada de 3 a 7 de dezembro no Expominas, em Belo Horizonte.

Maria Firmino, Maria Gonçalves, Maria Marta, Marília de Lourdes, Marina Natália, Marta, Paloma, Sandra Maria e Vera Lúcia – todas nascidas e criadas no labor do café – estão no bordado desde 2005, com a fundação do MBM.

A iniciativa nasceu do olhar atento de Eliane Marques, que ao chegar em Pedralva, encantou-se com a cultura rural local e as paisagens. Eliane identificou a potência das histórias dessas mulheres, que tinham muito a contar sobre a colheita do café, um produto vital para o estado.

"Ali descobri uma comunidade simples, de pequenos produtores, com um labor difícil, na qual se revelou ainda a potência das histórias de mulheres que tinham muito a contar sobre si, sobre o cultivo do café. Daí nasceu o bordado, que passou a imortalizar de forma pioneira como se dá a colheita de um produto tão importante para Minas Gerais", relatou Eliane Marques, criadora do MBM.


Foto do trabalho do MBMEmbora o foco inicial fosse a capacitação e a geração de renda, Eliane fez questão de manter o foco principal das bordadeiras: a atividade cafeeira e a família. As nove produtoras continuam na zona rural, mas o artesanato lhes proporcionou um senso de pertencimento e autonomia.

O projeto reforçou que no movimento rural há um espaço crucial para o valor da mulher produtora.

Os trabalhos do MBM são marcados pela excelência e padronização. "Como estamos falando de um produto que é comercializado no país todo, desenvolvemos uma técnica muito apurada, de grande excelência, alta qualidade e com produtos padronizados. Utilizamos tecidos caros e o cuidamos para não haver desperdício nem prejuízo", completou Eliane.

Serviço

36ª Feira Nacional de Artesanato

  • Data: 3 a 7 de dezembro
  • Horário: 14h às 22h
  • Local: Expominas (Av. Amazonas, 6200 - Gameleira)
  • Ingressos neste link
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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde