A cultura do
O número de agricultores envolvidos com a cultura do cacau saltou de 17 em 2023 para 52 em 2025, um aumento de 200%. Paralelamente, a área em produção quase dobrou, passando de 26 hectares para 51 hectares neste ano, distribuídos em oito municípios sergipanos.
Esse avanço se refletiu diretamente na produção. A colheita de amêndoas de cacau saiu de 9,5 toneladas em 2024 para 15,9 toneladas em 2025. Comercializadas em arrobas, com cada uma equivalente a 15 quilos, as amêndoas garantiram um volume de vendas estimado em R$ 442.390, considerando o preço médio de R$ 415,00 por arroba, praticado no mercado.
Além da venda tradicional das amêndoas, a cadeia do cacau em Sergipe está começando a se diversificar. No município de Arauá, na região sul do estado, o produtor Manoel da Conceição já agrega valor à produção, ao comercializar o chamado mel de cacau, um subproduto extraído da polpa do fruto. Somente em 2025, ele vendeu mil litros do item, ao preço de R$ 15,00 por litro, abrindo novas possibilidades de renda e inovação no campo.
Assistência técnica
O desempenho positivo tem a contribuição da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). A instituição tem atuado de forma estratégica em toda a cadeia produtiva do cacau, com investimentos consistentes em assistência técnica e extensão rural.
Entre as ações, estão a realização de Dias de Campo, a distribuição de dez mil mudas clonadas de alta produtividade das variedades CCN51, CCN10 e PS1319, doação de adubos, entrega de dez kits de irrigação, além do acompanhamento técnico permanente em seis Unidades Demonstrativas.
A Emdagro também promoveu intercâmbios técnicos em outras regiões do país e desempenhou papel decisivo na articulação comercial. Como resultado, a indústria Cargill Alimentos, do município de Ilhéus, na Bahia, instalou um posto avançado de compra de cacau em Arauá. A empresa adquire a produção pelo preço de referência do dia e realiza o pagamento via Pix, garantindo agilidade e segurança financeira aos produtores.
Outro ponto estratégico é o apoio qualificado, com a disponibilização de um técnico responsável junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao primeiro viveiro de mudas clonadas de cacau em Sergipe, fortalecendo a base genética da cultura e assegurando produtividade e qualidade no médio e longo prazo.