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O encontro focou em transformar o potencial agrícola das duas nações em resultados práticos e elevar o comércio bilateral — que atingiu US$ 15 bilhões em 2025 — para a marca de US$ 20 bilhões até 2030.
Novos mercados e troca de produtos
O Brasil sinalizou a abertura de seu mercado para a romã e a noz macadâmia indianas. Em contrapartida, o governo brasileiro busca viabilizar a exportação de feijão-guandu, além de ampliar a presença da carne de frango e da erva-mate no mercado indiano.
“Tratamos da ampliação das relações comerciais e da complementaridade produtiva. O Brasil está pronto para novos intercâmbios que tragam previsibilidade e crescimento aos nossos produtores”, afirmou Carlos Fávaro.
Tecnologia e sustentabilidade
Além das trocas comerciais, a cooperação técnica ganhou destaque em áreas de ponta:
- Bioinsumos: Pesquisa conjunta para reduzir a dependência de fertilizantes químicos.
- Inovação: Aplicação de Inteligência Artificial e mecanização adaptada a climas tropicais.
- Genética: Fortalecimento da presença de empresas brasileiras de genética bovina na Índia.
ApexBrasil inaugura sede em Nova Délhi
Um dos marcos da visita foi a inauguração do primeiro escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Índia, o 11º posto internacional. A unidade funcionará como uma “ponte permanente” para empresas brasileiras no país mais populoso do mundo.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, projetou um cenário ainda mais otimista a longo prazo, sugerindo que o fluxo de comércio entre as duas potências tem potencial para alcançar US$ 100 bilhões dada a sinergia entre as economias.
Números do avanço comercial
O momento é de recordes históricos para a diplomacia comercial brasileira:
- Recorde em 2025: as exportações brasileiras para a Índia somaram US$ 6,9 bilhões, o maior valor em duas décadas.
- Novos mercados: nos últimos três anos, o agro brasileiro conquistou mais de 537 novos mercados globais.
- Oportunidades: um mapeamento da ApexBrasil identificou 378 oportunidades imediatas de exportação em setores que vão de alimentos a energias renováveis e tecnologia em saúde.
A presença fixa em Nova Délhi visa garantir que o empresariado brasileiro tenha suporte local para navegar no complexo e promissor mercado indiano, transformando as discussões diplomáticas em contratos e desenvolvimento econômico.