Boi gordo sobe 9,8% em um ano com oferta enxuta de gado, aponta Cepea
Com retenção por parte dos pecuaristas e menor volume vindo do confinamento, Indicador em São Paulo fecha o mês com média de R$ 345,92 a arroba

O mercado do boi gordo manteve cotações firmes ao longo de todo o mês de agosto no mercado brasileiro. A sustentação dos preços foi impulsionada, sobretudo, pela oferta restrita de lotes prontos para o abate nas propriedades rurais.
De acordo com analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a expectativa do setor produtivo quanto a novas altas nos preços no curto prazo fez com que os pecuaristas segurassem as negociações de novos lotes, diminuindo a liquidez e pressionando a ponta compradora das indústrias frigoríficas.
Média mensal e comparativo histórico
A movimentação do mercado paulista refletiu o cenário de oferta enxuta ao longo das semanas do mês:
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1ª Quinzena de Agosto: O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) registrou média de R$ 347,00 por arroba.
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2ª Quinzena de Agosto: As cotações ajustaram-se levemente para a casa dos R$ 344,00, mantendo o nível firme até os últimos dias do mês.
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Média de Agosto: O indicador fechou em R$ 345,92, registrando avanço real de 3,1% na comparação com julho e alta de 9,8% frente a agosto do ano anterior (valores corrigidos pelo IGP-DI).
Tendência e confinamento
A limitação na disponibilidade de animais de pasto, somada à projeção de um volume total de gado vindo de confinamento em 2026 inferior ao registrado no ano anterior, reduz a margem para quedas expressivas nas cotações no curto e médio prazo. A menor oferta estrutural de boiadas segue como o principal fator de sustentação das margens no campo.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



