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ABIEC e China assinam acordo para padronizar nomes de cortes da carne bovina

Memorando assinado em Pequim cria lista unificada de produtos para agilizar liberação alfandegária e reduzir custos logísticos nas exportações

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ABIEC e China assinam acordo para padronizar nomes de cortes da carne bovina
Roberto Perosa, presidente da ABIEC e Chen Wei presidente da China Meat Association (CMA) • ABIEC/ Divulgação

Em um movimento estratégico para simplificar o comércio bilateral, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a China Meat Association (CMA) assinaram, nesta quarta-feira (13), um Memorando de Entendimento (MoU) para a padronização da nomenclatura dos cortes de carne bovina exportados do Brasil para o mercado chinês.

O acordo, firmado na capital chinesa, visa criar uma linguagem comum entre exportadores brasileiros e importadores chineses, combatendo a proliferação desordenada de descrições para produtos similares que surgiu com o aumento do número de frigoríficos brasileiros habilitados para exportar ao país asiático.

 

Fim da confusão burocrática

A diversidade e a inconsistência nos nomes dos produtos vinham gerando entraves significativos no desembaraço aduaneiro, na emissão de documentos comerciais e na circulação das mercadorias no mercado chinês. Com a nova “Lista Unificada de Nomes de Produtos Bovinos”, as associações estabelecem um padrão de referência em inglês e chinês para facilitar as operações portuárias e regulatórias.

“Isso é um grande passo: evita contradições no momento do desembaraço da carga nos diversos portos aqui na China e facilita a vida do exportador brasileiro”, afirmou Roberto Perosa, presidente da ABIEC.

Eficiência e segurança jurídica

O documento foi assinado por Perosa e pelo presidente da CMA, Chen Wei. O MoU recomenda a adoção voluntária dessa lista padronizada em contratos, faturas (invoices), romaneios de carga (packing lists) e documentos de declaração alfandegária.

Para Chen Wei, a medida é fundamental para normalizar o fluxo comercial entre as duas nações. “Acreditamos que, através da assinatura deste memorando, ajudaremos a padronizar e normalizar o comércio de produtos de carne entre a China e o Brasil”, destacou o líder da associação chinesa.

O acordo prevê ainda a criação de um comitê de especialistas técnicos que se reunirá regularmente para atualizar a lista conforme surgirem novos produtos ou mudanças nas demandas do mercado. Embora o documento expresse a intenção de cooperação e não tenha caráter legalmente vinculante, ele servirá como guia oficial para que as autoridades alfandegárias chinesas (GACC) homologuem os processos comerciais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde