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Seapa tranquiliza população sobre vírus detectado em Pará de Minas, mas mantém vigilância contra o H5N1

Segundo a pasta, sub-vírus de influenza aviária encontrado em pato em Pará de Minas são comuns entre aves silvestres e provocam apenas sintomas leves

Detecção da doença no pato, em Pará de Minas, foi decorrente das ações previstas no Plano de Vigilância de Influenza Aviária e Doença de Newcastle

Ontem (1º), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um caso de gripe aviária de baixa patogenicidade (H9N2) num pato de vida livre, da espécie Cairina moschata, em Pará de Minas.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) informou, que a detecção de um novo subtipo do vírus não tem relação com os focos confirmados de alta patogenicidade (H5N1) em aves silvestres nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Por isso, não reque a aplicação de medidas emergenciais e não traz restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros.

Ainda de acordo com a nota, evidências de outros vírus de influenza aviária de baixa patogenicidade já foram encontradas no Brasil anteriormente. Esses vírus circulam normalmente em populações de aves silvestres, principalmente as aquáticas, em todo o mundo, causando doenças leves ou assintomáticas em aves domésticas e selvagens.

Plano de Vigilância

No entanto, a Seapa recomenda que toda a cadeia avícola mantenha as medidas de biosseguridade nas granjas, principalmente com relação ao isolamento das aves e demais controles sanitários. A detecção em Pará de Minas foi decorrente das ações previstas no Plano de Vigilância de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, e demonstra a atuação intensa do sistema de vigilância em saúde animal em Minas Gerais.

Desde que o alerta para influenza aviária foi publicado pelo MAPA, em outubro de 2022, quando os primeiros focos foram notificados na Colômbia, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) intensificou as ações de vigilância em todo o estado. Além das fiscalizações das granjas, nas quais são verificadas as condições de biosseguridade dos estabelecimentos, todas as notificações de mortalidade estão sendo prontamente verificadas.

Recomendação aos criadores

Ao suspeitar que aves de sua propriedade estão doentes, a primeira providência a ser adotada pelo cidadão é não manipular o animal e manter todas as outras aves isoladas, sem contato com a ave doente. O próximo passo é notificar o IMA pelo WhatsApp, por meio do número: (31) 98598-9611, ou em uma das unidades do IMA, cujos endereços estão disponíveis por meio do link. http://ima.mg.gov.br/atendimento/nossas-unidades

Foco é proteger aviários

A gripe aviária H5N1 teve o 1º caso registrado no Brasil em 15 de maio desse ano. Até agora, 13 focos de H5N1 em aves de espécies migratórias e silvestres (que vivem na natureza) foram infectadas.

O foco, neste momento, é evitar que o H5N1 chegue aos aviários do Brasil, que é o principal exportador de carne de frango do mundo, e segundo maior produtor do mundo, atrás dos EUA.

A doença se espalha rapidamente entre os pássaros: de 2005 a abril de 2023, mais de 400 milhões de aves domésticas foram sacrificadas por causa da gripe aviária, em países da África, Ásia e Pacífico, Américas, Europa e Oriente Médio, diz a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH).

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Maria Teresa Leal é jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais ‘Hoje em Dia’ e ‘O Tempo’ e foi analista de comunicação na Federação da Agricultura e Pecuária de MG.