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Turismo brasileiro fatura R$ 143,1 bilhões no primeiro semestre, maior resultado em 15 anos

Setor cresceu 3,5% nos primeiros seis meses de 2026

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Bandeira do Brasil • Unsplash

O turismo brasileiro movimentou R$ 143,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior faturamento registrado para o período desde 2011. O resultado representa crescimento de 3,5% em relação aos primeiros seis meses de 2025, quando o setor havia faturado R$ 138,3 bilhões.

Os dados são da pesquisa Faturamento do Turismo Nacional, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as atividades analisadas, o transporte aéreo de passageiros registrou a maior alta no semestre, com crescimento de 5,7%. A alimentação veio logo atrás, com avanço de 5,6%. Também tiveram crescimento o transporte rodoviário de passageiros, as agências de viagens e operadoras turísticas, as atividades culturais, recreativas e esportivas, o alojamento e a locação de meios de transporte.

Crescimento moderado em junho

Apesar do resultado positivo no primeiro semestre, o ritmo de crescimento desacelerou em junho. O faturamento do setor chegou a R$ 22,4 bilhões no mês, maior valor registrado para junho na série histórica da pesquisa, mas a alta anual foi de 2,1%, abaixo dos 4,2% registrados em maio.

Segundo a FecomercioSP, o início da Copa do Mundo contribuiu para uma demanda mais contida no mês, com viajantes adiando ou cancelando deslocamentos para acompanhar os jogos.

Para a entidade, a inadimplência de consumidores e empresas, as eleições e fatores econômicos, como o câmbio, podem limitar o desempenho do setor na segunda metade do ano. Ainda assim, a previsão é de crescimento de 4% no faturamento do turismo nacional em 2026.

Transporte aéreo lidera faturamento

O transporte aéreo de passageiros foi a atividade com maior faturamento em junho, somando R$ 6,8 bilhões, com alta de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar disso, o número de passageiros transportados caiu 1,2%, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Na sequência aparecem os alojamentos, com R$ 4,4 bilhões, e a alimentação voltada ao turismo, com R$ 3,6 bilhões. A locação de meios de transporte faturou R$ 2,9 bilhões no mês.

Agências de viagens, operadoras turísticas e outros serviços de turismo movimentaram R$ 1,7 bilhão, mesmo valor registrado pelo transporte rodoviário de passageiros. Já o transporte aquaviário faturou R$ 737 milhões, enquanto as atividades culturais, recreativas e esportivas somaram R$ 642 milhões.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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