‘Juízo Final’, na Capela Sistina, passa por manutenção após 30 anos; entenda

A intervenção na obra de Michelangelo, localizada na parede do altar, deve durar cerca de três meses; resultado da deposição de micropartículas transportadas pelo ar

Afresco ‘Juízo Final’, de Michelangelo, localizado na parede do altar da Capela Sistina

O Vaticano iniciou a montagem de andaimes para uma manutenção extraordinária do afresco Juízo Final, de Michelangelo, localizado na parede do altar da Capela Sistina. A intervenção ocorre mais de três décadas após a última grande restauração, concluída em 1994, e deve durar cerca de três meses. Durante todo o período, a capela permanecerá aberta a fiéis e visitantes.

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O que está sendo feito

Segundo o Vaticano News, a intervenção consiste em:

  • Limpeza controlada da superfície do afresco
  • Remoção de uma película esbranquiçada formada ao longo do tempo
  • Recuperação da luminosidade e dos contrastes originais da pintura

De acordo com o Vaticano, essa camada é resultado da deposição de micropartículas transportadas pelo ar, intensificada pela circulação constante de visitantes no local.

Por que a obra precisa de manutenção

Ainda conforme explicação oficial:

  • O último restauro completo foi finalizado em 1994
  • Desde então, o afresco passou por monitoramento contínuo
  • O acúmulo gradual de partículas comprometeu a leitura visual da obra, atenuando o claro-escuro e uniformizando as cores

Como os trabalhos serão realizados

Vista do teto da Capela Sistina, projetada por Michelangelo

  • A montagem do andaime cobre toda a parede do altar
  • Os restauradores atuam atrás de um painel com reprodução da obra em alta definição
  • A estratégia permite que a Capela Sistina continue funcionando normalmente

A intervenção envolve o Laboratório de Restauração, o setor de Pesquisas Científicas, o Escritório do Conservador e o Laboratório Fotográfico dos Museus Vaticanos.

Uma das obras mais importantes da história da arte

O Juízo Final foi encomendado em 1533 e concluído em 1541. Segundo dados divulgados pelo Vaticano:

  • A pintura ocupa cerca de 180 metros quadrados
  • Reúne 391 figuras
  • Foi realizada na parede atrás do altar principal da Capela Sistina

Na apresentação original, a obra causou forte impacto, descrito pelo historiador Giorgio Vasari como capaz de provocar “estupor e maravilha”, expressão citada pelo Vaticano ao anunciar a atual intervenção.

Manutenção permanente

A ação integra um programa contínuo de conservação adotado após o restauro dos anos 1990. De acordo com os Museus Vaticanos, as pinturas da Capela Sistina são submetidas a inspeções regulares, especialmente em razão do elevado fluxo diário de visitantes. Até o momento, não há previsão de novas intervenções após a conclusão desta etapa.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego & Concursos.

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