EUA exigem caução de US$ 15 mil para vistos de turismo e negócios
Nova regra do governo Trump atinge 50 países e busca conter permanência irregular; Brasil fica fora

Os Estados Unidos passaram a exigir uma caução de até US$ 15 mil (cerca de R$ 78 mil) para a emissão de vistos de turismo e negócios a cidadãos de 50 países. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (18) pelo governo de Donald Trump, por meio do Departamento de Estado.
Segundo o órgão, o objetivo é reduzir casos de estrangeiros que permanecem no país após o vencimento do visto. O valor será devolvido ao visitante caso ele cumpra as regras e deixe o território americano dentro do prazo permitido.
A exigência vale para os vistos B-1 (negócios) e B-2 (turismo e tratamento médico) e começa a ser aplicada a partir de 2 de abril. O Brasil não está incluído na lista.
A política já havia sido anunciada em 2025 e agora foi ampliada com a inclusão de novos países, como Camboja, Etiópia, Moçambique e Tunísia. No total, a lista reúne nações da África, Ásia e Oceania, consideradas de maior risco migratório pelo governo americano.
Endurecimento das regras
A cobrança da caução faz parte de um pacote mais amplo de restrições adotadas no segundo mandato de Trump. Desde 2025, os Estados Unidos vêm ampliando exigências para entrada de estrangeiros, com aumento de custos, mais burocracia e reforço na fiscalização.
Entre as principais medidas estão:
- cobrança de até US$ 100 mil para vistos de trabalho qualificado (H-1B);
- obrigatoriedade de perfis públicos em redes sociais para estudantes;
- ampliação de entrevistas presenciais para solicitação de vistos;
- revogação de mais de 100 mil vistos desde o início do mandato.
Além disso, o governo também criou o chamado “gold card”, que permite a estrangeiros obter residência permanente mediante investimento mínimo de US$ 1 milhão.
Impacto nas viagens
Especialistas avaliam que a nova exigência pode dificultar o acesso de turistas de países afetados, ao elevar significativamente o custo inicial da viagem.
Ao mesmo tempo, a medida reforça a estratégia do governo americano de endurecer a política migratória, com foco em segurança nacional e controle de permanência irregular.
Apesar das mudanças, brasileiros seguem sem novas exigências além das já conhecidas para emissão de visto.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego & Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



