Ministério do Turismo lança guia com orientações para atendimento a turistas neurodivergentes
Material reúne recomendações práticas para tornar viagens, eventos e espaços turísticos mais acessíveis e acolhedores

O Ministério do Turismo lançou, nessa quarta-feira (7), o “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes”. A iniciativa traz orientações voltadas à inclusão e ao acolhimento de pessoas neurodivergentes em experiências ligadas ao turismo em todo o país.
O material foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional realizada em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O levantamento ouviu 761 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área, entre fevereiro e março de 2026.
Principais desafios
Segundo o estudo, os principais desafios enfrentados por turistas neurodivergentes vão além da estrutura física dos espaços e envolvem, principalmente, atendimento, comunicação e previsibilidade das experiências.
Entre os participantes, 90,1% afirmaram já ter enfrentado julgamentos relacionados a comportamentos neurodivergentes, enquanto 89,8% apontaram falta de compreensão por parte das equipes de atendimento. Outros 87,5% relataram ausência de flexibilidade nos serviços turísticos.
A pesquisa também destacou fatores sensoriais como alguns dos principais obstáculos durante viagens e passeios. O barulho intenso foi citado por 72,7% dos entrevistados como um dos maiores gatilhos de desconforto. Luzes fortes, excesso de movimento, filas, aglomerações e mudanças inesperadas também aparecem entre os fatores que comprometem o bem-estar.
Medidas de inclusão
O guia reúne medidas consideradas simples, mas capazes de melhorar a experiência de visitantes neurodivergentes em hotéis, aeroportos, restaurantes, eventos e atrativos turísticos. Entre as recomendações estão a criação de áreas silenciosas, sinalização mais clara, informações antecipadas sobre o ambiente, flexibilização no atendimento e treinamento contínuo das equipes.
Segundo o Ministério do Turismo, a proposta é ampliar práticas de acessibilidade e incentivar adaptações que tornem o setor mais inclusivo em diferentes regiões do Brasil.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



