Vila baiana fundada em 1535 reúne praias numeradas e fortaleza histórica
Destino no litoral sul da Bahia se destaca pela organização única das praias

O Morro de São Paulo, localizado na Ilha de Tinharé, no litoral sul da Bahia, mantém um estilo de vida que foge do padrão dos destinos turísticos mais movimentados do país. A vila combina paisagens naturais preservadas com um sistema incomum de organização que ajuda visitantes a explorar o local.
Um dos aspectos mais curiosos está na forma como as praias foram organizadas, identificadas por números seguindo a distância em relação ao centro, em uma lógica simples que funciona como um guia natural para os turistas.
As áreas mais próximas concentram maior movimento, bares e atividades, enquanto as praias mais afastadas oferecem tranquilidade e contato direto com a natureza. Entre elas, há trechos com piscinas naturais formadas na maré baixa e longas faixas de areia praticamente preservadas.
Fortaleza de Tapirandu
Além do cenário litorâneo, a vila também guarda a Fortaleza de Tapirandu, erguida no século XVII para proteger a entrada da Baía de Todos os Santos, rota estratégica durante o período colonial do Brasil. Com extensas muralhas construídas com pedra e materiais típicos da época, o conjunto é reconhecido como patrimônio cultural pelo IPHAN desde 1938.
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Como chegar e o que fazer?
O município de Cairu, que integra a vila, reúne diversas ilhas e concentra parte significativa do fluxo de visitantes no estado. Para acessar o destino, turistas pagam uma taxa destinada à preservação ambiental e ao controle da atividade turística.
Mesmo com tamanho reduzido, o vilarejo oferece diferentes experiências além das praias. Passeios de barco e trilhas levam a mirantes naturais e vilarejos próximos. A famosa tirolesa, instalada no alto do morro, é uma das atrações mais procuradas e termina diretamente no mar.
A gastronomia também reforça a identidade local, com pratos típicos da culinária baiana, como moqueca, bobó de camarão e acarajé.
O acesso à ilha é feito exclusivamente por via marítima ou aérea, já que não há ligação terrestre com o continente. A travessia mais comum parte de Salvador e pode ser realizada de catamarã, lancha ou avião de pequeno porte.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



