Confira o roteiro de viagem em Recife guiado pelo filme ‘O Agente Secreto’

Premiado no Globo de Ouro 2026, filme de Kleber Mendonça Filho transforma a capital pernambucana em destino de turismo audiovisual

O filme brasileiro ‘O Agente Secreto’ foi aplaudido de pé por 15 minutos em Cannes

O cinema brasileiro começa 2026 em destaque no cenário internacional. O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, venceu o Globo de Ouro 2026 nas categorias de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, ampliando as expectativas para a temporada de premiações, que inclui o Oscar em março. O reconhecimento internacional tem reflexos diretos fora das salas de cinema e reforça Recife como um dos principais polos de turismo audiovisual do país.

Ambientado na capital pernambucana, o longa recria a atmosfera política, urbana e social do Recife dos anos 1970. Ruas, praças e edifícios históricos não aparecem apenas como cenários, mas como elementos centrais da narrativa, ajudando a construir a tensão e o clima de vigilância que atravessam o filme. Esse protagonismo da cidade tem despertado o interesse de visitantes que buscam conhecer os espaços retratados na obra.

Recife Antigo

Praça do Marco Zero em Recife

O Recife Antigo concentra alguns dos pontos mais simbólicos do filme. A Rua do Bom Jesus, o Marco Zero e o entorno do Porto ajudam a compreender a cidade que dialoga com o passado político e cultural retratado na obra. O conjunto de prédios históricos, combinado à presença do rio e da arquitetura moderna, traduz visualmente o contraste entre tradição e controle institucional que marca o período narrado.

A experiência sugerida é um passeio a pé pela região, observando fachadas, antigos prédios públicos e espaços culturais que ajudam a contextualizar o Recife da década de 1970.

Centro do Recife

Centro histórico do Recife

O Centro aparece no filme como espaço de deslocamento e observação. A Avenida Conde da Boa Vista, com seus edifícios altos, galerias comerciais tradicionais e o intenso fluxo urbano, simboliza o cotidiano sob vigilância retratado na narrativa.

Entre os pontos de atenção estão as fachadas de antigos cinemas de rua, edifícios modernistas que marcaram a expansão urbana da cidade e passagens comerciais que ajudam a compreender a dinâmica social da época.

Parque 13 de Maio e a lenda da Perna Cabeluda

Praça 13 de maio Recife

O Parque 13 de Maio, próximo à Faculdade de Direito do Recife, é cenário das cenas que envolvem o mito da Perna Cabeluda, uma das lendas urbanas mais conhecidas de Pernambuco. Popularizada nos anos 1970, a figura misteriosa que atacava pessoas à noite tornou-se, no imaginário popular, um símbolo do medo e da repressão durante a ditadura militar.

Além da relação com o filme, o parque abriga esculturas do artista pernambucano Abelardo da Hora, integrando arte, folclore e memória urbana.

Cinema

Cinema São Luiz

A ligação de Kleber Mendonça Filho com o cinema é inseparável de Recife. O Cinema São Luiz, localizado na Rua da Aurora, aparece como referência central na leitura da cidade feita pelo diretor. O espaço, um dos mais tradicionais da capital, dialoga diretamente com os temas do filme, como imagem, vigilância e narrativa.

Para quem visita, vale acompanhar sessões especiais, debates ou visitas guiadas que conectem o filme à história do cinema pernambucano.

Bairros residenciais

Bairros como Graças e Espinheiro ajudam a revelar o contraste entre o espaço público e o privado, tema recorrente na obra. Ruas arborizadas, casas antigas e edifícios residenciais constroem a imagem de um Recife observado, silencioso e carregado de histórias não ditas.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego & Concursos.

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