O cinema brasileiro começa 2026 em destaque no cenário internacional.
Ambientado na capital pernambucana, o longa recria a atmosfera política, urbana e social do Recife dos anos 1970. Ruas, praças e edifícios históricos não aparecem apenas como cenários, mas como elementos centrais da narrativa, ajudando a construir a tensão e o clima de vigilância que atravessam o filme. Esse protagonismo da cidade tem despertado o interesse de visitantes que buscam conhecer os espaços retratados na obra.
Recife Antigo
Praça do Marco Zero em Recife
O Recife Antigo concentra alguns dos pontos mais simbólicos do filme. A Rua do Bom Jesus, o Marco Zero e o entorno do Porto ajudam a compreender a cidade que dialoga com o passado político e cultural retratado na obra. O conjunto de prédios históricos, combinado à presença do rio e da arquitetura moderna, traduz visualmente o contraste entre tradição e controle institucional que marca o período narrado.
A experiência sugerida é um passeio a pé pela região, observando fachadas, antigos prédios públicos e espaços culturais que ajudam a contextualizar o Recife da década de 1970.
Centro do Recife
Centro histórico do Recife
O Centro aparece no filme como espaço de deslocamento e observação. A Avenida Conde da Boa Vista, com seus edifícios altos, galerias comerciais tradicionais e o intenso fluxo urbano, simboliza o cotidiano sob vigilância retratado na narrativa.
Entre os pontos de atenção estão as fachadas de antigos cinemas de rua, edifícios modernistas que marcaram a expansão urbana da cidade e passagens comerciais que ajudam a compreender a dinâmica social da época.
Parque 13 de Maio e a lenda da Perna Cabeluda
Praça 13 de maio Recife
O Parque 13 de Maio, próximo à Faculdade de Direito do Recife, é cenário das cenas que envolvem o mito da Perna Cabeluda, uma das lendas urbanas mais conhecidas de Pernambuco. Popularizada nos anos 1970, a figura misteriosa que atacava pessoas à noite tornou-se, no imaginário popular, um símbolo do medo e da repressão durante a ditadura militar.
Além da relação com o filme, o parque abriga esculturas do artista pernambucano Abelardo da Hora, integrando arte, folclore e memória urbana.
Cinema
Cinema São Luiz
A ligação de Kleber Mendonça Filho com o cinema é inseparável de Recife. O Cinema São Luiz, localizado na Rua da Aurora, aparece como referência central na leitura da cidade feita pelo diretor. O espaço, um dos mais tradicionais da capital, dialoga diretamente com os temas do filme, como imagem, vigilância e narrativa.
Para quem visita, vale acompanhar sessões especiais, debates ou visitas guiadas que conectem o filme à história do cinema pernambucano.
Bairros residenciais
Bairros como Graças e Espinheiro ajudam a revelar o contraste entre o espaço público e o privado, tema recorrente na obra. Ruas arborizadas, casas antigas e edifícios residenciais constroem a imagem de um Recife observado, silencioso e carregado de histórias não ditas.