A Catedral de Colônia, um dos principais cartões-postais de Colônia, no oeste da Alemanha, deverá começar a cobrar ingresso de turistas ainda em 2026. O anúncio foi feito pela administração da igreja no início de março.
Segundo os responsáveis pelo templo, a cobrança deve entrar em vigor no segundo semestre do ano, mas o valor do ingresso ainda não foi divulgado.
Custos de manutenção em alta
A decisão está ligada ao aumento das despesas para conservar o edifício histórico. A administração da catedral estima gastar cerca de 16 milhões de euros apenas em 2026 com manutenção, restauração e custos operacionais.
Além disso, as reservas financeiras usadas para cobrir déficits nos últimos anos praticamente se esgotaram. Durante a pandemia, por exemplo, visitas pagas às torres e ao tesouro da catedral ficaram suspensas por longos períodos, reduzindo a arrecadação.
Embora algumas medidas de economia tenham sido adotadas — como a não reposição de parte do quadro de funcionários — a administração afirma que essas ações não são suficientes para resolver o problema no longo prazo.
Missas e orações não terão cobrança
A cobrança será direcionada principalmente aos visitantes que vão ao local como atração turística. Quem entrar na igreja para participar de missas ou momentos de oração em áreas específicas continuará tendo acesso gratuito.
De acordo com o deão da catedral, Guido Assmann, turistas representam cerca de 99% das pessoas que visitam o monumento.
Um dos marcos da arquitetura gótica
A Catedral de Colônia é considerada um dos exemplos mais importantes da arquitetura gótica na Europa. Sua construção começou em 1248 e foi concluída apenas em 1880, após mais de seis séculos de obras.
O templo foi incluído na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1996 e recebe aproximadamente seis milhões de visitantes por ano. A igreja fica próxima à principal estação ferroviária da cidade, às margens do rio Reno, e domina a paisagem urbana de Colônia.
Cobrança em igrejas turísticas na Europa
A cobrança de ingressos para turistas é comum em alguns templos históricos europeus. A Sagrada Família, em Barcelona, por exemplo, cobra cerca de €26 para visitação.
Na Itália, monumentos como a Catedral de Milão e a Catedral de Siena também têm ingresso para visitantes. Já igrejas como a Basílica de São Pedro, no Vaticano, mantêm entrada gratuita nas áreas principais.