O Brasil começou 2026 mantendo o alto patamar do turismo internacional alcançado no ano passado. Em janeiro, o país recebeu 1.401.476 visitantes estrangeiros, número praticamente estável em relação ao mesmo mês de 2025 (queda de 5,5%).
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pela Embratur, pelo Ministério do Turismo e pela Polícia Federal.
Em 2025, o Brasil registrou recorde histórico de 9,3 milhões de turistas internacionais, o maior volume já contabilizado.
Europa cresce 19% e compensa queda dos EUA
O principal destaque positivo de janeiro foi o avanço do mercado europeu. O número de turistas vindos da Europa cresceu 19%, passando de 138 mil para 166 mil visitantes.
Entre os países que mais contribuíram para esse aumento estão:
- Portugal (+35%)
- Holanda (+25%)
- Espanha (+19%)
- França (+17%)
- Alemanha (+15%)
Em contrapartida, houve retração no fluxo de visitantes dos Estados Unidos, com queda de 14%.
América do Sul mantém protagonismo
Os países vizinhos continuam entre os principais emissores de turistas para o Brasil.
Na América do Sul, os maiores crescimentos percentuais vieram de:
- Colômbia (+44%)
- México (+27%)
- Chile (+9%)
A Argentina, tradicionalmente o maior mercado emissor, apresentou um cenário misto. Houve aumento de 36% nas chegadas por via aérea — de 228 mil para 310 mil turistas, perfil associado a maior poder aquisitivo —, mas queda de 34% nas entradas terrestres, que passaram de 591 mil para 390 mil visitantes.
China registra salto de 75%
O crescimento mais expressivo veio da China. O número de turistas chineses passou de 5.003, em janeiro de 2025, para 8.745 no mesmo período de 2026 — alta de 75%.
Segundo o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o avanço reflete a estratégia de diversificação de mercados e o fortalecimento da conectividade aérea internacional.
Freixo também destacou a isenção de visto anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de janeiro como um fator que deve impulsionar ainda mais o fluxo de turistas chineses ao longo do ano.
De acordo com ele, a expansão do turismo europeu e latino-americano ajudou a compensar oscilações em mercados que enfrentam instabilidades econômicas, como Estados Unidos e Argentina, mantendo o Brasil em um patamar elevado de visitantes logo no início de 2026.