Brasil e Índia negociam voo direto para impulsionar turismo e negócios; confira

Nova rota pode reduzir tempo de viagem e fortalecer intercâmbio turístico e comercial entre os dois países

Taj Mahal

O governo brasileiro e a Índia avançam nas negociações para criar uma rota aérea direta entre Nova Deli e o Brasil, após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. A operação ainda está em fase de planejamento, mas deve incluir uma escala técnica em Joanesburgo, na África do Sul, antes de seguir para São Paulo ou Rio de Janeiro.

Hoje, não há voos comerciais diretos entre os dois países. Os passageiros precisam fazer conexões na Europa (como Paris ou Frankfurt) ou no Oriente Médio (Dubai e Doha). A nova rota, mesmo com parada técnica, pode reduzir o tempo total de viagem e ampliar o fluxo turístico e empresarial.

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O que muda para o turismo

A criação do voo tende a facilitar o intercâmbio entre dois países com forte potencial turístico.

Principais destinos na Índia

  • Taj Mahal (Agra) – um dos monumentos mais visitados do mundo.
  • Jaipur – conhecida como “Cidade Rosa”, famosa por seus palácios.
  • Varanasi – centro espiritual às margens do Rio Ganges.
  • Goa – destino de praias e herança portuguesa.
  • Nova Deli – mistura de história mogol e modernidade.

A Índia recebe mais de 10 milhões de turistas internacionais por ano, mas o fluxo de brasileiros ainda é considerado baixo, principalmente por causa da distância e da complexidade da viagem.

Quanto pode custar a viagem?

Atualmente, passagens entre Brasil e Índia custam, em média:

  • R$ 6 mil a R$ 10 mil (ida e volta, classe econômica), dependendo da época do ano e das conexões.
  • Em períodos de alta temporada, os valores podem ultrapassar R$ 12 mil.

Com uma rota mais direta, especialistas do setor avaliam que pode haver redução de preços no médio prazo, principalmente se houver concorrência entre companhias aéreas.

Ainda não há definição sobre qual empresa operaria o trecho.

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Visto e burocracia

Para brasileiros irem à Índia:

  • É necessário visto.
  • O país oferece e-visa, solicitado online.
  • O custo médio do visto turístico varia entre US$ 25 e US$ 80, dependendo do prazo.

Além do visto, ambos os países exigem passaporte válido e podem solicitar comprovantes sanitários, dependendo de regras vigentes.

Próximos passos

Apesar de os estudos estarem avançados, ainda não há data oficial para o início da operação. A definição depende de:

  • Escolha da companhia aérea
  • Aprovação das autoridades regulatórias
  • Viabilidade comercial da rota

Se confirmada, a ligação aérea representará um marco histórico nas relações entre os dois países, que atualmente dependem de longas conexões internacionais para manter o fluxo de viajantes.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego & Concursos.

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