O tamarindo, fruto de
Segundo a Comissão Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade do México (Conabio), o tamarindo é uma “fonte importante de nutrientes e compostos bioativos”. Além de seu uso culinário, ele tem sido empregado como tratamento complementar para diversos problemas de saúde.
Desde tempos ancestrais, suas diferentes partes - polpa, sementes, folhas, casca e raízes - são utilizadas para combater problemas digestivos, controlar colesterol e ácido úrico, aliviar problemas respiratórios e até ajudar em casos de inflamação e diabetes. “A polpa do tamarindo ajuda a diminuir a febre e combater o escorbuto”, destaca a Conabio.
Entre os benefícios mais conhecidos estão:
- Regulação do colesterol e ácido úrico, auxiliando pessoas com doenças renais e cardiovasculares;
- Ação vermífuga e digestiva, útil no combate a parasitas intestinais;
- Efeito diurético e laxante, que contribui para o bom funcionamento intestinal;
- Propriedades anti-inflamatórias e antidiabéticas, com potencial para controlar o açúcar no sangue;
- Uso tradicional em recém-nascidos para combater infecções bucais, a partir de ramos jovens.
As formas de consumo também variam. A polpa natural é recomendada em sucos por manter fibras e antioxidantes; infusões de folhas ou raízes são indicadas para o fígado e o estômago; sementes tostadas podem auxiliar em infecções urinárias. Já doces e conservas, embora populares, contêm açúcar em excesso e apresentam menos benefícios.
Apesar de sua versatilidade, especialistas alertam que o tamarindo não deve ser visto como um “produto milagroso”. Seu uso deve estar inserido em um estilo de vida saudável e, principalmente, ser acompanhado por um médico ou nutricionista. A Conabio reforça que “o consumo em excesso ou combinado com medicamentos anticoagulantes ou para diabetes pode causar hipotensão ou hipoglicemia”.